Inflação homóloga da OCDE sobe para 4,0% em março

A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.

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Num comunicado hoje divulgado, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) afirma que a inflação homóloga aumentou na maioria dos países da organização (em 33 dos 37 com dados mensais disponíveis), permaneceu amplamente estável em dois e diminuiu na Eslovénia e na Turquia.

A OCDE precisa que a inflação homóloga da energia da organização atingiu 8,1% em março, o nível mais alto desde fevereiro de 2023, e aumentou na maioria dos países (em 32 dos 35 com dados disponíveis), com sete países a registarem uma inflação da energia de dois dígitos, permaneceu amplamente estável na Colômbia e caiu apenas na Costa Rica e na Eslovénia.

A inflação alimentar homóloga da OCDE diminuiu, com quedas registadas em dois terços dos países da OCDE e a inflação subjacente (inflação excluindo alimentos e energia) permaneceu amplamente estável.

Na zona euro, a inflação homóloga medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) subiu para 2,6% em março, contra 1,9% em fevereiro, atingindo o nível mais alto desde julho de 2024.

A inflação da energia subiu acentuadamente para 5,1%, a primeira leitura positiva desde fevereiro de 2025.

Por outro lado, a inflação alimentar caiu para 2,2%, um mínimo desde fevereiro de 2025, enquanto a inflação subjacente permaneceu amplamente estável em 2,3%.

A estimativa preliminar do Eurostat aponta para um novo aumento da inflação geral na zona euro em abril, para 3,0%, impulsionada principalmente por um aumento acentuado na inflação de energia, para 10,9%, enquanto a inflação subjacente estimada terá permanecido amplamente estável em 2,2%.

No G7, a inflação homóloga subiu para 2,8% em março, contra 2,1% em fevereiro, refletindo principalmente um salto de 10 pontos percentuais da inflação da energia para 8,2%.

A inflação homóloga aumentou em todos os países do G7, com subidas de 0,8 pontos percentuais ou mais em França, Alemanha e Estados Unidos.

A inflação da energia ultrapassou 7,0% em França e na Alemanha e atingiu 12,5% nos Estados Unidos.

Apesar dos aumentos, a inflação da energia permaneceu negativa no Japão, onde subsídios governamentais estavam em vigor, bem como em Itália.

Embora a contribuição dos preços da energia para a inflação geral tenha aumentado em todos os países do G7, a inflação subjacente permaneceu o principal motor da inflação geral em todo o G7.

No G20, a inflação homóloga aumentou para 4,0% em março, contra 3,7% em fevereiro, com uma queda de 1,3 pontos percentuais na Indonésia depois de três meses consecutivos de crescimento, e um recuo na Argentina e na China, embora de menor dimensão.

A inflação aumentou no Brasil e na Índia, enquanto permaneceu amplamente estável na Arábia Saudita e na África do Sul.

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