Clientes da Galp continuam a receber faturas acumuladas após atrasos na faturação

Clientes da Galp continuam a relatar atrasos na faturação de eletricidade e de gás, recebendo posteriormente faturas acumuladas com valores elevados, apesar de a empresa ter garantido em março que o problema estava ultrapassado.

© Antonio Cotrim/LUSA

A Lusa recebeu relatos de clientes da comercializadora que, depois de períodos sem faturação regular, receberam nas últimas semanas faturas com valores elevados, algumas de centenas de euros.

Questionada sobre a explicação para a continuação dos atrasos, o número de clientes afetados nos últimos meses e as soluções apresentadas, a Galp optou por não comentar.

No início de março, no âmbito da apresentação dos resultados anuais, o co-presidente executivo da Galp João Diogo Marques da Silva tinha sido questionado pela Lusa sobre os atrasos na faturação, que afetaram vários clientes, tendo explicado que, no final de 2025, houve uma “alteração de sistemas de faturação”.

Segundo o responsável, os clientes foram então avisados de que poderia haver “alguma instabilidade no processo de faturação durante um determinado período”, com “a possibilidade de fazer um faseamento do pagamento caso houvesse um atraso no nível das próprias faturas”.

“Evidentemente, não podemos recuperar de forma abrupta uma situação que no final do ano passado envolveu alguns milhares de clientes”, afirmou na altura João Diogo Marques da Silva, salientando que a situação “tende a estabilizar”.

O co-CEO apontou então como sinal dessa estabilização a intensidade de chamadas para os ‘call centers’, que disse já estar “em níveis quase normais”.

“Portanto, eu diria que nesta altura é um tema ultrapassado”, indicou em março.

A situação já tinha sido sinalizada pela DECO, que indicou ter recebido, desde o final de 2025, contactos de consumidores sem faturas de eletricidade e/ou gás da Galp, considerando “naturalmente preocupante” o acumular de valores nos meses de inverno, em que os consumos tendem a ser mais elevados.

A associação de defesa do consumidor aconselhou os consumidores a verificarem se os consumos cobrados têm mais de seis meses, caso em que podem invocar a prescrição, ou a pedirem pagamento em prestações para valores mais recentes.

Últimas de Economia

Clientes da Galp continuam a relatar atrasos na faturação de eletricidade e de gás, recebendo posteriormente faturas acumuladas com valores elevados, apesar de a empresa ter garantido em março que o problema estava ultrapassado.
A Comissão Europeia está a preparar uma proposta para combater o excesso de arrendamentos de curta duração em cidades da União Europeia (UE), por fazerem aumentar os preços da habitação, defendendo que ter uma casa “é um direito humano”.
O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a registar uma quebra em abril, com cerca de 178 mil desembarques, menos 12,3% do que no período homólogo, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Alemanha.
O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.