Renda mediana de novos contratos acelerou no 1.º trimestre e cresceu 9,1%

A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre, 9,46 euros por metro quadrado, um aumento de 9,1%, acelerando face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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De acordo com as Estatísticas de Rendas da Habitação ao nível local, no primeiro trimestre de 2026, “a renda mediana dos 39.395 novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu 9,46 euros/m2”.

Este valor representa “um crescimento homólogo de 9,1%, superior ao observado no trimestre anterior (7,9%)”, sendo que, quando comparado com o primeiro trimestre do ano passado, “o número de novos contratos de arrendamento aumentou 0,7%”.

A renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III, disse o INE.

As rendas mais elevadas registaram-se na Grande Lisboa (14,38 euros/m2), na Região Autónoma da Madeira (11,97 euros/m2), na Península de Setúbal (11,35 euros/m2), no Algarve (10,71 euros/m2) e na Área Metropolitana do Porto (10,13 euros/m2).

Segundo o INE, “11 das 26 sub-regiões NUTS III registaram acréscimos homólogos no número de novos contratos de arrendamento, salientando-se, com aumentos superiores a 20%, as sub-regiões Alentejo Litoral (28,5%) e Douro (21,6%)”.

Pelo contrário, o maior decréscimo ocorreu na Beira Baixa (-15,8%).

“A Grande Lisboa e a Área Metropolitana do Porto concentraram 44,0% dos novos contratos de arrendamento”, destacou.

Em relação ao trimestre anterior, “a renda mediana diminuiu em metade das 26 sub-regiões NUTS III, tendo o maior decréscimo ocorrido na sub-região Beiras e Serra da Estrela (-5,2%)”.

Segundo o INE, houve outras sub-regiões que apresentaram também decréscimos no valor das rendas: Área Metropolitana do Porto (-5,1%), Grande Lisboa (-1,4%) e Península de Setúbal (-0,9%).

Já o “maior aumento da renda mediana por m2 de novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares registou-se na sub-região Douro (12,4%)”.

Os dados divulgados pelo INE apontam ainda que, no primeiro trimestre de 2026, “verificou-se um aumento homólogo da renda mediana nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, destacando-se Vila Nova de Famalicão (15,1%) com a maior variação homóloga e Lisboa com a maior renda mediana (17,42 euros/m2), embora com uma taxa de variação homóloga (8,2%) inferior à nacional (9,1%)”.

Paralelamente, indicou, nove dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes apresentaram “taxas de variação homóloga do número de novos contratos superiores à nacional (0,7%), destacando-se Vila Nova de Famalicão (13,4%) com a maior variação”.

O INE revelou ainda que, tomando como referência os 149.690 contratos de arrendamento celebrados nos últimos 12 meses terminados em março de 2026, “a renda mediana em Portugal foi 9,50 euros/m2, tendo aumentado 2,3% relativamente ao ano acabado em dezembro de 2025 e 8,8% relativamente ao ano terminado em março de 2025”.

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