Inédito. Parlamento em choque após Luís Neves dizer a André Ventura: “Vais pagá-las todas!”

O debate parlamentar de 27 de maio, dedicado ao SIRESP, ficou marcado por um momento de grande tensão. Depois de André Ventura ter acusado o Governo de esconder informação sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro da Administração Interna, Luís Neves, foi captado a ameaçar o Presidente do CHEGA: “Vais pagá-las todas!”

A ameaça, registada em vídeo (https://youtube.com/shorts/eOJfcztwpWE?feature=share) e partilhada nas redes sociais, gerou bastante polémica e deixou o parlamento, incluindo vários deputados muito próximos do Governo, em choque.

O Presidente do CHEGA, André Ventura, já reagiu nas redes sociais, afirmando que o episódio confirma ameaças que, segundo ele, lhe tinham sido relatadas durante o debate parlamentar.

“Logo após o debate quinzenal com o primeiro-ministro, em que as falcatruas do SIRESP foram expostas, fomos alertados por alguém que estava muito perto do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante o debate no Parlamento, de que o Sr. Ministro esbracejava, mexia-se na cadeira, ameaçava ‘fazer-me pagar’ pelo que estava a dizer e que ‘eles iam cair em cima de nós com toda a carga’”, escreveu André Ventura.

O Presidente do CHEGA acrescentou que inicialmente desvalorizou essas informações, associando-as ao “calor do debate”, mas que posteriormente recebeu um novo alerta de outro deputado que estava próximo da bancada do Governo.

“Este vídeo que hoje se torna público é a prova de que, afinal, as ameaças do Ministro sobre mim e sobre o CHEGA foram mesmo reais. E são, evidentemente, inadmissíveis”, afirmou.

André Ventura acusou ainda Luís Neves de tentar intimidar um líder político e um partido com recurso ao poder institucional que tem sob a sua tutela.

“A intimidação e a ameaça de usar as polícias (a PJ ou as que tutela hoje) sobre líderes ou partidos políticos que lhe exigem esclarecimentos é um péssimo sinal democrático”, declarou.

Segundo o Presidente do CHEGA, a alegada ameaça feita no plenário do Parlamento por um ministro com responsabilidade sobre as forças de segurança “mostra que se sente impune e anda de roda livre no Governo”.

“O uso deste tipo de poderes não é admissível numa democracia e isto não pode ser deixado passar em claro por ninguém que se preocupe com o seu país”, concluiu.

 

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