CHEGA quer acabar com indemnizações a assaltantes que sejam feridos ou mortos durante os roubos

O partido liderado por André Ventura quer alterar a lei para impedir que autores de assaltos possam receber indemnizações quando ficam feridos ou morrem na sequência do crime. A proposta surge depois de vários casos mediáticos, entre eles o de um ladrão que foi indemnizado em 30 mil euros após ser atropelado pelo proprietário da casa que tinha acabado de assaltar.

© Folha Nacional

O CHEGA quer impedir que autores de roubos ou furtos possam ser indemnizados pelos danos sofridos durante a prática dos crimes. A proposta pretende alterar o regime da responsabilidade civil, estabelecendo que quem desencadeia uma ação criminosa não possa reclamar compensações por lesões ou pela morte ocorridas no contexto desse ato ilícito.

A iniciativa surge na sequência de vários casos que geraram forte polémica em Portugal, em especial o de Guimarães, onde um assaltante foi atropelado pelo proprietário da habitação que acabara de assaltar. O tribunal condenou o dono da casa ao pagamento de uma indemnização de cerca de 30 mil euros ao ladrão, por considerar que o atropelamento ocorreu já depois de cessado o perigo imediato e constituiu um ato ilícito autónomo.

Para o CHEGA, situações desta natureza colocam em causa o sentimento de justiça e transmitem uma mensagem errada à sociedade, ao permitir que quem pratica um crime possa, posteriormente, beneficiar de uma compensação financeira pelos danos sofridos durante ou na sequência da sua própria conduta criminosa.

O partido defende, por isso, uma alteração legislativa que elimine a possibilidade de indemnização nestes casos, salvaguardando apenas as situações em que existam condutas manifestamente desproporcionadas ou dolosas sem ligação à necessidade de defesa, matéria que continuará sujeita à apreciação dos tribunais.

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