Membros do PCC e do Comando Vermelho agradecem a Luís Neves, após ministro recusar classificar fações criminosas como terroristas

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou a rejeitar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que levou a reações de agradecimento por parte de membros ligados a estas fações criminosas nas redes sociais.

© D.R.

Em Portugal, as autoridades têm vindo a identificar ligações de elementos associados ao PCC e ao Comando Vermelho a investigações relacionadas com tráfico internacional de estupefacientes, branqueamento de capitais e outros crimes organizados. A localização estratégica do país, com importantes portos marítimos e ligações privilegiadas à Europa, tem sido apontada por diversas investigações internacionais como um dos fatores que tornam Portugal relevante nas rotas do narcotráfico transatlântico.

O debate deverá manter-se na agenda política, numa altura em que vários países reforçam os instrumentos legais de combate ao crime organizado transnacional. A decisão dos Estados Unidos de designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas foi apresentada por Washington como uma forma de reforçar sanções financeiras, congelar ativos e ampliar os mecanismos de cooperação internacional contra estas estruturas criminosas.

A contestação surge numa altura em que Luís Neves enfrenta também pressão política devido ao chamado ‘Caso do Atrelado’. Em causa está um atrelado apreendido pela Polícia Judiciária numa operação de combate ao tráfico de droga, que foi encontrado nas instalações da empresa de um empreiteiro amigo do atual ministro e que realizou obras numa das suas propriedades. A Polícia Judiciária instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias em que o veículo saiu da sua guarda.

Últimas do País

Cerca de 1.600 clientes, a maioria da região de Leiria, ainda não têm serviços fixos de comunicações, quase seis meses após a depressão Kristin ter atingido gravemente este território, informou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
O Ministério Público vai recorrer da absolvição do ex-banqueiro Ricardo Salgado e restantes arguidos num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil, garantiu hoje a Procuradoria-Geral da República.
O presidente do CHEGA defendeu que a manutenção em funções do ministro da Administração Interna "coloca em causa o regular funcionamento das instituições", deixando apelos quer ao primeiro-ministro, quer ao Presidente da República para atuarem.
O presidente do CHEGA afirmou que "tudo correu mal" neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone para alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve no Porto um homem de 42 anos procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir uma pena de prisão por suspeita de crimes sexuais contra crianças, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou a rejeitar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que levou a reações de agradecimento por parte de membros ligados a estas fações criminosas nas redes sociais.
A aprovação, no Parlamento, da proposta de lei que proíbe a ocultação integral do rosto em espaços públicos está a gerar reações entre islâmicos residentes em Portugal que afirmam usar burca. Em publicações nas redes sociais, vários dizem que vão abandonar o país caso a legislação entre efetivamente em vigor.
Uma mulher, estrangeira e na casa dos 30 anos, foi violada enquanto circulava de bicicleta junto à ria de Aveiro, em Vagos. O agressor, de 49 anos e com um longo historial de crimes sexuais, foi identificado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva.
O partido liderado por André Ventura quer alterar a lei para impedir que autores de assaltos possam receber indemnizações quando ficam feridos ou morrem na sequência do crime. A proposta surge depois de vários casos mediáticos, entre eles o de um ladrão que foi indemnizado em 30 mil euros após ser atropelado pelo proprietário da casa que tinha acabado de assaltar.