PJ deteta indícios de abuso de poder e descaminho na deslocação do atrelado da droga de amigo de Luís Neves

A Polícia Judiciária (PJ) encontrou indícios dos crimes de descaminho e abuso de poder na deslocação do reboque apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos, que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna. O procurador-geral da República já mandou abrir um inquérito.

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A Polícia Judiciária (PJ) detetou indícios da eventual prática dos crimes de descaminho e abuso de poder na deslocação de um atrelado carregado com bidões de produtos químicos destinados ao fabrico de droga. O reboque foi transferido das instalações da Marinha, na margem sul do Tejo, para um terreno pertencente ao empreiteiro João Carvalho, apontado como amigo do ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Segundo avança o Correio da Manhã, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, determinou a abertura de um inquérito para apurar a legalidade da operação e esclarecer eventuais responsabilidades criminais.

Perante a polémica, Luís Neves quebrou o silêncio dos últimos dias e garantiu estar a reunir toda a documentação considerada relevante para prestar esclarecimentos públicos. O ministro afirmou ainda receber com satisfação a abertura do inquérito, por considerar que permitirá apurar os factos, lamentando, ao mesmo tempo, os “ataques” de que afirma ter sido alvo.

O atrelado em causa foi apreendido em dezembro de 2024, no âmbito da Operação Pacoba, uma investigação da Polícia Judiciária relacionada com tráfico de droga. Por se tratar de um bem apreendido à ordem do Estado, a sua retirada ou desvio poderá configurar o crime de descaminho, punível com pena de prisão até cinco anos.

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