As temperaturas elevadas voltaram a pressionar os serviços de urgência hospitalar. Com os termómetros a aproximarem-se dos 40 graus em várias regiões do país, aumenta a procura pelos hospitais e os tempos de espera voltam a ultrapassar os limites recomendados.
Segundo o Correio da Manhã (CM), no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, os doentes classificados com pulseira amarela chegaram a esperar mais de cinco horas pela primeira observação médica, quando o tempo de referência é de apenas uma hora. A mesma realidade verificou-se noutras unidades hospitalares, nomeadamente em Braga, Almada, Évora, Cascais, Leiria, Loures e Portimão.
Entre os fatores apontados para este agravamento estão o envelhecimento da população, o impacto do calor em doentes com patologias crónicas e a redução do número de profissionais de saúde durante o período de férias.
Citado pelo CM, o médico de família Rui Nogueira explica que as temperaturas extremas levam um maior número de pessoas a recorrer às urgências, sobretudo idosos, que apresentam com frequência sintomas como tonturas, fraqueza, desidratação e estados de confusão mental.
Perante este cenário, o especialista defende o reforço da resposta pré-hospitalar e das ações de sensibilização dirigidas aos idosos e às suas famílias, de forma a prevenir situações evitáveis e reduzir a pressão sobre os serviços de urgência.