Calor extremo leva urgências ao limite: doentes esperam mais de cinco horas

Temperaturas a rondar os 40 graus estão a aumentar a pressão sobre os hospitais. Doentes urgentes esperam muito acima do tempo recomendado e os idosos são os mais afetados, com casos de tonturas, desidratação e confusão mental.

© LUSA/NUNO VEIGA

As temperaturas elevadas voltaram a pressionar os serviços de urgência hospitalar. Com os termómetros a aproximarem-se dos 40 graus em várias regiões do país, aumenta a procura pelos hospitais e os tempos de espera voltam a ultrapassar os limites recomendados.

Segundo o Correio da Manhã (CM), no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, os doentes classificados com pulseira amarela chegaram a esperar mais de cinco horas pela primeira observação médica, quando o tempo de referência é de apenas uma hora. A mesma realidade verificou-se noutras unidades hospitalares, nomeadamente em Braga, Almada, Évora, Cascais, Leiria, Loures e Portimão.

Entre os fatores apontados para este agravamento estão o envelhecimento da população, o impacto do calor em doentes com patologias crónicas e a redução do número de profissionais de saúde durante o período de férias.

Citado pelo CM, o médico de família Rui Nogueira explica que as temperaturas extremas levam um maior número de pessoas a recorrer às urgências, sobretudo idosos, que apresentam com frequência sintomas como tonturas, fraqueza, desidratação e estados de confusão mental.

Perante este cenário, o especialista defende o reforço da resposta pré-hospitalar e das ações de sensibilização dirigidas aos idosos e às suas famílias, de forma a prevenir situações evitáveis e reduzir a pressão sobre os serviços de urgência.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.