TAP: Marcelo critica Governo por reunião mas afasta dissolução e aponta falta de alternativa

O Presidente da República criticou hoje a reunião entre elementos de Governo, PS e gestão da TAP em véspera de audição parlamentar, mas afastou novamente um cenário de dissolução invocando a conjuntura e falta de alternativa política

 

Em resposta aos jornalistas, em Murça, distrito de Vila Real, o chefe de Estado defendeu que “não faz sentido neste ambiente falar periodicamente de dissolução”, referindo-se à guerra na Ucrânia, à conjuntura de crise financeira económica com inflação alta e também à execução em curso dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

Marcelo Rebelo de Sousa argumentou ainda que “neste momento não há uma alternativa óbvia em termos políticos” e desafiou a oposição a “transformar aquilo que é somatório dos números” nas sondagens numa alternativa política que seja uma realidade suficientemente forte para os portugueses dizerem: no futuro temos esta alternativa”.

 

O Presidente da República considerou que “não saiu bem aos olhos dos portugueses uma iniciativa reunindo deputados, Governo e gestão da TAP para preparar o que seria a intervenção parlamentar”, em janeiro, que comparou a “um professor fazer uma preparação um exame com os alunos que vai examinar”.

 

“Isso eu penso que foi um desgaste para as intuições desnecessário, eu acho que desnecessário. E aquilo que é legítimo pedir ao Governo é não só que faça por governar mais rápido e melhor — eu tenho insistido nisso, melhor e mais rápido — e que esteja atento a estas situações que têm um desgaste muito superior aos factos em termos de imagem”, disse.

 

Nestas declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “do mesmo modo que a oposição não pode dar por garantido que o Presidente empurrado, empurrado, empurrado há de um dia dar a dissolução — é melhor não dar isso como garantido, Presidente não é refém da oposição –, mas também o Governo também não pode por garantido que porque tem maioria absoluta isso é o seguro de vida para não haver dissolução”.

 

“O Presidente não está nem no bolso da oposição nem no bolso do Governo. Está no bolso dele, e é livre e independente”, reforçou.

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