Chefes de Urgência do hospital de Loures demitem-se em bloco

© D.R.

Chefes de equipa do Serviço de Urgência Geral do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, apresentaram a sua demissão devido à falta de condições, que dizem pôr em causa a segurança dos doentes e dos profissionais.

Segundo a carta de demissão assinada por 11 chefes de equipa, a que a Lusa teve acesso, os profissionais alertam para a degradação do serviço, lembrando que têm sido lançados vários avisos sobre a situação que se vive nos últimos tempos.

Na carta, os profissionais sublinham “a escassez de recursos humanos” que leva a que o hospital viva “os piores momentos da sua história”, não conseguindo garantir “a prestação de cuidados de excelência ao doente”.

“Os médicos desta casa (os que vão ficando) têm feito diversos apelos às suas chefias denunciando a situação grave, perigosa e desumana que vivemos hoje em dia”, referem os diretores na carta assinada a 26 de fevereiro.

“Os últimos meses têm sido marcados pela saída recorrente de especialistas do Serviço de Medicina Interna do Internamento e da Equipa Dedicada do Serviço de Urgência Geral”, referem na carta de demissão, onde sublinham que esta redução não tem sido acompanhada por uma diminuição de doentes.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cinha, sublinhou que as equipas de urgência estão “depauperadas”.

“No sábado passado estava apenas um especialista para uma urgência onde se encontravam 110 doentes que não podem ir para casa”.

“Soubemos hoje que 11 chefes de equipa da Urgência apresentaram a sua demissão e perante isto é essencial que o senhor ministro crie condições para que os médicos fiquem no SNS em vez de andar a fazer declarações politicas de amor ao SNS”, criticou Roque da Cunha.

Últimas do País

Um homem, de 31 anos, suspeito de tráfico de droga no concelho de Castelo Branco, ficou em prisão preventiva a aguardar o desenrolar do processo, anunciou hoje a GNR.
Uma mulher de 33 anos e um homem de 57 foram detidos pela GNR, em situações distintas, em Aljustrel e Serpa, no distrito de Beja, por suspeitas de violência doméstica contra as respetivas mães, foi hoje anunciado.
A partir do final de julho, os cidadãos imigrantes deixam de ter de se deslocar aos balcões da AIMA para obter o Número de Identificação da Segurança Social (NISS). A atribuição passa a ser automática, eliminando um dos principais procedimentos presenciais do processo.
Um sinal de seis mil euros bastou para abrir as portas de uma moradia de 530 mil euros. Sensibilizado por uma alegada situação familiar dramática, o proprietário entregou as chaves antes da escritura. Um ano depois, continua sem receber o restante dinheiro e luta em tribunal para recuperar a casa.
Ministro da Administração Interna garantiu que a obra incluía apenas um “tanque”, mas as imagens divulgadas pela CNN Portugal mostram uma piscina na propriedade de Luís Neves. A Câmara de Odemira garante não ter recebido qualquer pedido de licenciamento para a intervenção.
Líder do CHEGA acusa o ministro da Administração Interna de ameaçar o maior partido da oposição, jornalistas e a democracia. André Ventura critica ainda o silêncio da RTP e exige esclarecimentos antes do Debate sobre o Estado da Nação.
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) avançou hoje não existirem, até ao momento, conclusões oficiais da investigação ao acidente ocorrido no terminal rodoviário de Agualva-Cacém, há uma semana, que provocou dois mortos e 20 feridos.
Mais de 120 mil veículos estarão a circular em Portugal sem o seguro de responsabilidade civil obrigatório. O regulador do setor alerta para "um risco significativo", não sendo casos residuais.
O condutor suspeito de atropelar mortalmente o militar da GNR Jorge Monteiro, na noite de sexta-feira, no IC2, em Alcobaça, ficou em liberdade após ser presente a primeiro interrogatório judicial.
Uma mulher de 53 anos foi detida por suspeita de atear um foco de incêndio em área florestal no concelho de Viseu, informou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).