Medo de rutura de stock leva Infarmed a autorizar medicamento com rótulo estrangeiro

©D.R.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) autorizou a utilização do fármaco Bydureon, indicado para pessoas com diabetes, com rotulagem em língua estrangeira para evitar ruptura de stock em Portugal. “Com o intuito de evitar a ocorrência de uma ruptura de stock, o Infarmed autorizou, a título excepcional, a utilização” do Bydureon (com a Denominação Comum Internacional de Exenatido), mantendo a comparticipação de 90% do Serviço Nacional de Saúde, adianta uma circular informativa divulgada esta segunda-feira.

Este medicamento é indicado para adultos, adolescentes e crianças a partir dos 10 anos com diabetes tipo 2 para melhorar o controlo glicémico, em combinação com outros fármacos hipoglicemiantes.
Segundo o regulador nacional, para facilitar a acessibilidade dos utentes, o “número de registo e o preço desta apresentação será o mesmo do medicamento autorizado em Portugal, pelo que a prescrição e dispensa poderão ocorrer conforme habitual”.

Este medicamento da farmacêutica AstraZeneca AB é administrado por injecção e tem um preço de venda de 96,73 euros. As embalagens do Bydureon com rotulagem em italiano serão acompanhadas por um folheto informativo em português.

Cabe ao Infarmed monitorizar diariamente a informação sobre as faltas, as rupturas e as cessações de comercialização, no sentido de identificar e evitar situações críticas que possam afectar a disponibilidade dos medicamentos.
De acordo com o último relatório sobre a gestão da disponibilidade de medicamentos, em 2021 o Infarmed concedeu 77 autorizações de comercialização em língua estrangeira, uma redução face às 83 de 2020.

Além disso, em 2021 foram proibidos 3152 pedidos de exportação de medicamentos que apresentavam problemas de disponibilidade em Portugal.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.