Operadores preveem aumento do preço da laranja apesar da isenção de IVA

©D.R.

A maior associação portuguesa de operadores de citrinos prevê um aumento do preço da laranja nos próximos meses, devido à quebra na produção em cerca de 50% e apesar da redução para 0% do IVA aplicado a este fruto.

“Relativamente à laranja, é quase garantido, ou garantidamente, que os preços vão aumentar, porque a produção vai ser muito baixa, uma quebra de cerca 50%, e neste caso os preços sobem”, assegurou na terça-feira à agência Lusa o presidente da Associação de Operadores De Citrinos Do Algarve (AlgarOrange), José Oliveira.

O responsável pela associação que reúne 40% dos operadores de citrinos do Algarve insistiu que “uma coisa é este abaixamento de 06% dos produtos que formam o cabaz” de produtos com IVA, que agora passará a ter uma taxa de 0%, e no qual se inclui a laranja e “outra coisa é o mercado a funcionar”.

“Na mesma forma que no ano passado houve uma grande produção e os preços foram baixos, […] havendo pouco produto, a tendência será, naturalmente, para os preços subirem”, explicou José Oliveira.

Para o presidente da AlgarOrange, “normalmente quando há uma superprodução, nos anos a seguir há um abaixamento da produção”, apesar de as condições climatéricas também influenciarem os preços: “Isso é normal ao longo dos anos”, acrescentou.

Sobre a medida negociada pelo Governo de baixar o IVA, o responsável da AlgarOranje acha que “é uma medida correta”, mas voltou a dizer que “não se pode é ficar com a expectativa que esta medida vai travar um possível aumento de preços, porque no caso do produto laranja certamente não irá acontecer, devido à realidade que temos em termos de produção.

O Conselho de Ministros reuniu-se na segunda-feira, por via eletrónica, para aprovar a proposta de lei que prevê a aplicação transitória de uma isenção de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) aos produtos alimentares do cabaz alimentar essencial saudável, como medida de resposta ao aumento extraordinário dos preços dos bens alimentares.

A aplicação de uma taxa de 0% de IVA num cabaz de 44 produtos alimentares essenciais e o reforço dos apoios à produção vão custar cerca de 600 milhões de euros, anunciou no mesmo dia o primeiro-ministro.

António Costa tinha referido, durante a apresentação da medida, que após aprovação da proposta de lei conta com o empenho dos partidos para a sua tramitação rápida.

O cabaz de produtos com IVA zero apresentado pelo Governo inclui atum em conserva e bacalhau, além de vários tipos de frutas, entre as quais a laranja, legumes, laticínios, carne e ovos, para combater a subida dos preços alimentares.

A lista conta com vários produtos essenciais, como pão, batatas, massa e arroz e vários legumes, incluindo cebola, couve portuguesa e brócolos.

Entre os 44 produtos apresentados estão ainda frango, carne de porco e azeite.

Últimas de Economia

A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.151 euros por metro quadrado em março, um novo máximo histórico e mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).