CHEGA diz que há falta de “controlo efetivo” de imigrantes

©Folha Nacional

O deputado Rui Paulo Sousa, do CHEGA, afirmou hoje que não há “qualquer tipo de controlo efetivo” de imigrantes, tendo o ministro da Administração Interna assegurado que Portugal tem “fronteiras reguladas e seguras”.

“Neste momento entram mensalmente no nosso país milhares de imigrantes atraídos por falsas promessas de trabalho e de boas condições de vida sem qualquer tipo de controlo efetivo” e “muitos deles vindos de zonas de conflito” onde podiam ser “vítimas ou agressores”, afirmou o deputado na abertura do debate parlamentar requerido pelo CHEGA sobre “imigração e segurança”.

Rui Paulo Sousa criticou a decisão do Governo de reestruturar o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), considerando que acabou “com o único serviço de segurança que tinha como principal missão o controlo de pessoas nas fronteiras”.

O deputado do CHEGA defendeu que “esta política de acolhimento de imigrantes e refugiados não faz qualquer sentido e precisa urgentemente de ser alterada”, argumentando que “falhou completamente”.

O vice-presidente da bancada do CHEGA afirmou que a “política de portas abertas, o ‘venham todos de qualquer maneira’, sem qualquer critério e controlo, infelizmente começa a dar os seus resultados” e apontou como exemplos um incêndio num prédio na Mouraria, em Lisboa, que provocou dois mortos, a população imigrante que vivia em Odemira “sem as menores condições de segurança e higiene” e o “ato de terror perpetrado na semana passada por um refugiado que levou à morte de duas mulheres” no Centro Ismaili, em Lisboa.

Também na abertura do debate, o ministro da Administração Interna salientou que Portugal é “um país de acolhimento, mas com fronteiras reguladas e seguras”.

“Encontramo-nos hoje aqui porque alguém quis estabelecer uma conexão entre migrações e segurança. Essa conexão não existe, assenta em pressupostos falsos e promove o alarme social”, criticou José Luís Carneiro.

O ministro indicou que, “desde 2015, Portugal atribuiu o estatuto de proteção internacional a 3.645 cidadãos”, além dos “59.078 beneficiários do estatuto de proteção temporária vindos da Ucrânia”.

“As listas destes cidadãos são vistas pelos serviços de informações e segurança em bases de dados nacionais e internacionais”, como o Sistema Integrado de Informações do SEF, a base de dados Interpol ou o Sistema de Informação de Schengen, realçou.

José Luís Carneiro acrescentou que os cidadãos que são beneficiários de proteção internacional no âmbito de acordos de recolocação ou reinstalação são também sujeitos a verificações de segurança no âmbito da Unidade de Coordenação Antiterrorismo.

“Já em Portugal, há nova verificação através da consulta aos sistemas de informações nacionais e internacionais. Isso ocorreu com Abdul Bashir, autor do crime no dia 28 de março [ataque ao Centro Ismaili]. Como afirmado pelo diretor nacional da Polícia Judiciária, nada se apurou, nada se detetou que justificasse medidas de segurança acrescidas”, indicou o ministro da Administração Interna.

José Luís Carneiro aconselhou ainda os deputados do CHEGA a “lerem mais Eça de Queirós e menos Steve Bannon”, o antigo assessor do ex-Presidente norte-americano Donald Trump que escreveu o livro “A ascensão do populismo: os debates de Munk”.

“Com isso, vão qualificar mais o discurso e vão elevar o vosso humanismo”, afirmou.

Últimas do País

Cerca de meia centena de pessoas com sintomas de intoxicação alimentar foram assistidas no Hospital das Caldas da Rainha, a maioria jovens que participam num torneiro de futebol, informou hoje a Câmara Municipal.
A GNR deteve hoje 21 homens e cinco mulheres suspeitos de pertencer a uma rede de tráfico de droga que atuava nos distritos de Aveiro e Porto, informou aquela força de segurança.
A Unidade de Saúde Familiar (USF) Gago Coutinho, em Alverca do Ribatejo, encerrou temporariamente devido às temperaturas elevadas e à avaria do sistema de climatização (AVAC), deixando utentes sem acesso à unidade até que o problema seja resolvido.
Um homem traficante de droga tentou agredir agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) durante a sua detenção na Póvoa de Santa Iria e acabou por provocar danos na esquadra, num caso que terminou com a detenção de quatro suspeitos de tráfico de droga.
O despiste e atropelamento que ocorreu hoje na União de Freguesias de Agualva e Mira-Sintra envolveu um autocarro da Carris Metropolitana e provocou dois mortos e 14 feridos, quatro dos quais em estado grave, segundo a Proteção Civil.
Cerca de uma centena de concelhos do interior norte e centro estão hoje em perigo máximo de incêndio, bem como 13 concelhos dos distritos de Évora, Beja e Faro, à semelhança de segunda-feira, segundo o IPMA.
Os distritos de Bragança, Évora, Guarda, Faro, Beja, Castelo Branco e Portalegre estão hoje e na quarta-feira sob aviso laranja por causa do tempo quente, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende impedir que pessoas condenadas por maus-tratos a animais possam voltar a deter animais de companhia, através da criação do Registo Nacional de Condenados por Maus-Tratos a Animais (RNCMA).
Nas cadeias estão, neste momento, 85 presos pelo crime de incêndio florestal e há ainda 20 arguidos e condenados com pulseira eletrónica nos meses de maior risco de incêndio, segundo a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).
O CHEGA vai propor um debate de urgência no Parlamento para que o ministro da Educação dê explicações sobre as “falhas brutais” nos exames nacionais e afasta para já a realização de uma comissão de inquérito.