Cirurgias adiadas levaram a aumento de mais 45 dias no tempo de espera

©D.R.

O cancelamento da atividade programada no Serviço Nacional de Saúde (SNS) devido à pandemia levou a um aumento de mais 45 dias do tempo médio de espera para cirurgia, indicou hoje a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

O cancelamento da atividade programada no Serviço Nacional de Saúde (SNS) devido à pandemia levou a um aumento de mais 45 dias do tempo médio de espera para cirurgia, indicou hoje a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).

“As cirurgias adiadas entre março de 2020 e julho de 2022 conduziram a um aumento médio no tempo de espera para atendimento de 45 dias, tendo-se verificado que o impacto foi superior nas cirurgias adiadas por motivo ‘contingência/covid-19’ (88 dias), avança o relatório da ERS sobre a recuperação da atividade assistencial no SNS.

De acordo com o documento, com este aumento de 45 dias devido aos adiamentos por vários motivos, a média de tempo de espera efetivo para cirurgia subiu dos 114 para os 159 dias nos hospitais públicos.

O regulador da saúde adianta ainda que foram analisados cerca de 236 mil registos de “inscrições para cirurgia que foram alvo de adiamento” no período de março de 2020 a julho de 2022 e que a oftalmologia foi a especialidade que registou mais adiamentos, seguindo-se a cirurgia geral e a ortopedia.

Já no primeiro semestre de 2022, “observaram-se aumentos muito significativos nas cirurgias reagendadas, destacando-se o aumento observado na região de saúde do Norte (61%)”, adianta o regulador da saúde.

A ERS indica ainda que em 2020, face a 2019, se registou um aumento de 23% e 30% no número de primeiras consultas e consultas subsequentes canceladas, salientando que, embora em 2021 se tenha verificado uma melhoria em alguns dos indicadores, “não foi ainda possível alcançar os níveis pré-pandemia para todas as áreas de cuidados”.

Em 2021 verificou-se uma retoma da atividade, com as primeiras consultas, consultas subsequentes e cirurgias programadas a registarem aumentos de 17%, 9% e 26%, em relação ao ano anterior, indica o documento.

“Em termos de atividade realizada, no primeiro semestre de 2022 alcançou-se o valor mais elevado de consultas médicas realizadas em todos os semestres dos anos em análise, que foi transversal tanto às primeiras consultas como às consultas subsequentes, tendo-se verificado o mesmo para as cirurgias programadas e para as cirurgias de ambulatório, tornando-se evidente o esforço de recuperação” no SNS, sublinha a ERS.

No primeiro semestre deste ano foram realizadas 6.517.292 consultas médicas no SNS.

Em 16 de março de 2020, o Ministério da Saúde determinou a suspensão da atividade programada não urgente nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), em resposta ao aumento de pressão sobre o sistema de saúde causado pela pandemia.

Últimas do País

O Tribunal Central Criminal de Lisboa agendou para 03 de junho deste ano o início do julgamento do processo Tempestade Perfeita, relacionado com suspeitas de corrupção em obras em edifícios do setor da Defesa.
O suspeito de crimes de pornografia de menores e abuso sexual de crianças detido pela Polícia Judiciária, na quarta-feira, em Castelo Branco, ficou em prisão preventiva, disse fonte judicial à agência Lusa.
Era para ser uma obra estruturante, mas já começou a falhar antes de sair do papel: o Governo deixou escapar mais de 100 milhões de euros da “bazuca” europeia no Hospital de Todos os Santos: um projeto com mais de 40 anos, custos a disparar e um preço final que continua por esclarecer.
A primavera começa hoje com chuva por vezes forte e acompanhada de trovoadas no arquipélago da Madeira e em Portugal continental, ainda devido à influência da depressão Therese, disse à Lusa a meteorologista Ângela Lourenço.
A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Sever do Vouga apresentou a sua demissão, levando os 62 bombeiros que tinham passado à inatividade a regressar ao corpo ativo, garantiu hoje fonte da autarquia.
O homem suspeito de balear um amigo, em abril de 2025, num café na Nazaré e que acabou por morrer no hospital, afirmou hoje desconhecer que a arma estava municiada, no julgamento, no Tribunal Judicial de Leiria.
Os distritos de Beja, Faro, Lisboa e Setúbal foram hoje colocados sob aviso amarelo devido à precipitação pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Relatório oficial revela investigações prolongadas, perícias atrasadas e falta de recursos nas autoridades, com a Polícia Judiciária (PJ) entre as mais afetadas nos crimes considerados prioritários.
A Inspeção-Geral de Finanças, responsável pelo combate à fraude nos fundos europeus, saiu do grupo criado pelo Ministério Público para prevenir irregularidades, deixando em aberto falhas, atrasos e divergências num momento crítico de execução do PRR.
Uma estação ferroviária na Póvoa de Santa Iria, no concelho de Vila Franca de Xira, foi vandalizada com a frase “o mundo ou será trans ou não será”, pintada nas paredes da infraestrutura pública.