Comissão propõe 293,7 mil milhões a agricultores da União Europeia para 2028-2034

Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

© D.R.

Numa carta enviada ao primeiro-ministro cipriota, Nikos Christodoulides, que detém a presidência semestral do Conselho da UE, e à presidente do Parlamento Europeu, colegisladores, ‘Von der Leyen responde às necessidades expressas pelos agricultures europeus.

O executivo comunitário quer que “os Estados-membros tenham acesso, aquando da apresentação do seu plano inicial, a até dois terços do montante normalmente disponível para a revisão intercalar. Isto representa cerca de 45 mil milhões de euros que podem ser mobilizados imediatamente para apoiar os agricultores”, garantiu.

As verbas já reservadas para a Política Agrícola Comum, referiu Von der Leyen, acrescerão aos 6,3 mil milhões de euros disponíveis para fazer face a perturbações de mercado e estabilizar os mercados agrícolas — a chamada Rede de Segurança Unitária.

Os pagamentos de crise, por outro lado, poderão ser recebidos através da margem de flexibilidade de 10% prevista nos planos nacionais e regionais, em caso de catástrofes naturais, eventos climáticos adversos ou doenças animais.

Além disso, para garantir que as zonas rurais beneficiam de uma abordagem política abrangente que responda aos seus desafios, pelo menos 10% dos recursos de cada Plano de Parceria Nacional e Regional deverão ser dedicados ao apoio a investimentos nesses territórios.

Os Estados-Membros atribuirão uma quota-parte de pelo menos 10% destinada ao mundo rural a medidas a implementar no setor agrícola na fase inicial de programação, à semelhança do que acontece no atual ciclo orçamental, a menos que optem por medidas especificamente dedicadas às zonas rurais.

O objetivo para o mundo rural ascenderá a 48,7 mil milhões de euros, montante que poderá aumentar até aos 63,7 mil milhões de euros através da possibilidade oferecida pelo fundo de empréstimos “Catalyst Europe”.

A Comissão garante que o nível de apoio proposto é, “em alguns aspetos, superior ao do atual ciclo orçamental — que tornará o setor agrícola europeu mais competitivo e mais apto a enfrentar os desafios globais”.

O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, reúne-se esta quarta-feira em Bruxelas com os ministros da tutela da UE, incluindo José Manuel Fernandes, em representação de Portugal.

Últimas do Mundo

Peritos encontraram deformações nas rodas e na via. Investigação não exclui falha estrutural no desastre ferroviário de Córdova.
Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.
Estudo analisou quatro mil condenações em 24 anos e aponta maior risco nos primeiros anos de residência. Governo endurece regras de imigração e cidadania.
Três pessoas morreram e outra ficou ferida hoje depois de terem sido atingidas por disparos de armas de fogo numa cidade do estado de Nova Gales do Sul, Austrália, disseram as autoridades policiais.
Os comboios suburbanos estão parados em toda a região espanhola da Catalunha por tempo indeterminado depois de um acidente na terça-feira em que morreu uma pessoa e cinco mortes com gravidade.
Federação Nacional dos Sindicatos de Explorações Agrícolas (FNSEA) espera mobilizar esta terça-feira até 700 tratores e 4.000 manifestantes em Estrasburgo.
Cerca de 1.520 milhões de turistas viajaram para o estrangeiro em 2025, um ano "recorde", segundo uma estimativa publicada hoje pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca, em particular, um forte dinamismo em África e na Ásia.
O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.
Mesmo com Espanha mergulhada no luto após a tragédia ferroviária que matou 39 pessoas em Adamuz, o Governo manteve esta segunda-feira a redistribuição aérea de imigrantes ilegais a partir das Canárias, transferindo mais de 180 pessoas para Madrid.
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 111, com três desaparecidos e 98 pessoas feridas, segundo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) consultado hoje pela Lusa.