Funcionários judiciais com nova greve de 10 dias vão impugnar parecer da PGR

©facebook.com/sfjudiciais

Os funcionários judiciais vão fazer 10 dias de greve a partir de 26 de abril, sem presença nos tribunais e com perda de retribuição, ao contrário da atual paralisação, em que apenas não cumprem algumas tarefas.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, António Marçal, explicou que sempre esteve previsto “intercalar modelos de protesto clássico, com modelos mais inovadores”, tendo escolhido este período pelas duas datas simbólicas que abrange: 25 de abril e 01 de maio.

“Este protesto entre duas datas simbólicas (…) nós utilizamos para fazer uma greve clássica, uma greve que foi devolvida aos trabalhadores após o 25 de abril de 1974, e também para demonstrar (….) que o modelo de greve clássica traz mais constrangimentos e mais problemas para os tribunais e para os cidadãos do que o modelo que estávamos a adotar”, afirmou.

António Marçal sublinhou que entre os dias 26 de abril e 05 de maio os funcionários judiciais não realizarão qualquer ato, “a não ser que sejam serviços mínimos”.

“Não há sequer hipótese, tal como existia no modelo anterior, de o juiz considerar que determinada diligência é urgente. Agora é aquilo que está na lei, ponto final”, disse.

O responsável afirmou que, desta forma, os funcionários judiciais querem demonstrar “que a teimosia não é dos sindicatos, mas sim da ministra e do Governo”.

Referiu que os funcionários esperam “bom senso” por parte do Governo: “Não se trata de uma cedência, trata-se de bom senso, de cumprir a lei, até porque algumas reivindicações que estão em cima da mesa para fazer cessar a greve são duas coisas simples, que já estiveram na lei do Orçamento do Estado”.

Relativamente às promoções, disse que a ministra da Justiça “vai ter de as fazer”: “Efetivamente, isto ainda é um Estado de direito e, assim que transitar a decisão do Supremo Tribunal Administrativo, vai ter de as fazer”.

“Aliás, assim que sair o novo acórdão do Tribunal Constitucional referente ao movimento de 2018, aí ela terá de fazer promoções com efeitos retroativos a 2018 e, depois, quero saber quem é que paga os custos para o erário público dessa incompetência por parte da administração”, insistiu.

Desde meados de fevereiro, e até sexta-feira, os funcionários judiciais comparecem ao serviço, mas apenas cumprem algumas tarefas, recusando, por exemplo, julgamentos não urgentes, numa greve que o conselho consultivo da Procuradoria-Geral da República considerou ilegal e passível de originar sanções disciplinares.

António Marçal disse que o sindicato conta dar entrada, ainda durante esta semana, de um pedido de impugnação deste parecer, pois considera que “a fundamentação e as conclusões que são tiradas são contraditórias”.

Últimas do País

Produtores de leite e carne conduziram hoje os seus tratores numa marcha de protesto entre Ovar e Aveiro, alertando para o risco de encerrarem mais explorações agrícolas e de práticas comerciais injustas constituírem a “machadada final” no setor.
A maior plataforma mundial de 'phishing', que afetou mais de 160 organizações em Portugal, foi desmantelada através de uma operação internacional coordenada pela Europol, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ), que participou na operação.
O Tribunal Judicial de Évora decretou hoje a prisão preventiva do casal suspeito de abuso sexual de menores, pornografia de menores e aliciamento de menor, em Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, revelou fonte policial.
O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, disse hoje à agência Lusa que serão necessários 42 milhões de euros (ME) para reabilitar o património público danificado pelo mau tempo.
Um homem indiciado por tráfico de estupefacientes e posse ilegal de armas e munições foi detido numa operação conjunta da PSP e da Polícia Judiciária desencadeada hoje na Cova da Moura, concelho da Amadora, anunciou fonte oficial.
O Centro de Informação Antivenenos (CIAV) registou 842 casos de intoxicações intencionais entre jovens em 2025, mais 20% do que em 2024, a maioria com ansiolíticos sedativos, hipnóticos e antidepressivos.
O Tribunal da Feira condenou hoje a cinco anos e meio de prisão um homem de 35 anos por ter ateado dois incêndios florestais em Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro.
A falta de dinheiro foi o principal motivo para a população portuguesa deixar de fazer exames e tratamentos dentários, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), ao divulgar os resultados de um inquérito realizado no ano passado.
Dezenas de técnicos de saúde exigiram hoje em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, negociações dos contratos de trabalho e das carreiras, algumas das quais estão pendentes desde 2023.
Os hábitos alimentares inadequados estão associados a 7,9% das mortes em Portugal, em 2023, e a 5,3% dos anos de vida saudável perdidos, figurando entre os cinco fatores de risco que mais contribuíram para a carga de doença no país.