IVA zero poderá não ter “qualquer impacto” nos preços, diz Ventura

©CHEGA

O presidente do CHEGA considerou hoje que o IVA zero nos alimentos essenciais é uma medida que poderá não ter “qualquer impacto” nos preços e defendeu que é necessário limitar lucros e aumentar salários.

“O Governo optou por simplesmente aplicar o IVA zero de forma cega e o que nos arriscamos é a ter uma medida de mero fogo de artifício, sem qualquer interesse, sem qualquer impacto e com os portugueses a sentirem mais uma vez que as medias do Governo não serviram para nada”, defendeu.

André Ventura falava aos jornalistas em Évora, no encerramento das terceiras jornadas parlamentares do CHEGA, no dia em que entrou em vigor a medida do Governo que baixou de 6% para 0% o IVA de um conjunto de 46 bens alimentares classificados como essenciais.

“Hoje ficou demonstrado em várias cadeias de supermercados, minimercados e mercados pelo país todo como estas medidas do Governo são absolutamente inócuas e não servirão para muito”, disse.

O líder do CHEGA afirmou haver “casos até em que os preços subiram, conforme vários órgãos de comunicação social hoje deram nota”.

“Hoje tivemos o primeiro-ministro a fazer aquele número de teatro num supermercado em Telheiras [Lisboa], a olhar para preços, e o que vemos no país todo é as pessoas a queixarem-se que os preços não desceram quase nada, alguns até aumentaram e que não sentem diferença quase nenhuma”, declarou.

André Ventura defendeu que seria necessário combinar esta com outras medidas defendidas pelo CHEGA.

“Uma delas é a limitação da margem de lucro nestes produtos e outra, essa sim que era relevante e que há muito tempo devia ter sido feita, a par da limitação da margem de lucros, que é isso que as pessoas mais se queixam, é que quer os seus salários, quer as suas pensões, não servem já para comprar o cabaz alimentar”, indicou.

O presidente do CHEGA disse também esperar que “também isto sirva para que o Presidente da República mais uma vez ponha os olhos neste Governo”.

O conjunto de bens agora isentos de impostos alimentares custa hoje menos cerca de 13 euros que no final de março, quando já era conhecido o conteúdo do cabaz de alimentos essenciais com IVA zero.

A medida que isenta de IVA um conjunto de 46 produtos alimentares entrou hoje em vigor e, apesar de o setor da distribuição alimentar dispor de 15 dias para a repercutir nos preços de venda ao público, foram vários os supermercado e hipermercados que abriram ao público a anunciar preços a “IVA 0%”.

De acordo com a recolha de preços feita pela Lusa junto do site de uma cadeia de distribuição alimentar, a compra de 50 itens que integram as diversas tipologias do cabaz (considerando mais do que uma variedade de massa e de arroz, bem como os vários tipos de fruta, de carne, peixe, legumes ou laticínios e bebidas vegetais entre outros) custaria 173,96 euros se efetuada no final de março.

Hoje, o mesmo carrinho de produtos custaria 160,55 euros, segundo os preços disponíveis no site da mesma cadeia de retalho alimentar — que não tem em conta artigos em promoção – resultando numa diferença de 13,41 euros.

A diferença é justificada pela isenção do IVA, mas também pelo facto de desde 28 de março e até hoje o preço de alguns produtos ter baixado.

Últimas de Política Nacional

Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.
Um mês depois de uma polémica envolvendo alegado favorecimento, o Secretário de Estado da Gestão da Saúde foi exonerado a seu pedido, sendo substituído de imediato por um gestor com longa carreira financeira.
A passagem de Silvério Regalado pela Câmara Municipal de Vagos está a gerar crescente contestação no concelho, depois de terem vindo a público os números das contas municipais.
O presidente do CHEGA revelou este sábado que o partido e o Governo PSD/CDS-PP têm reuniões marcadas, para a próxima semana, para discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas em contratos até aos 10 milhões de euros.