Um em cada 10 portugueses não comprou medicamento prescrito por causa do custo

© D.R.

Um em cada 10 portugueses não comprou no ano passado alguns dos medicamentos prescritos pelo médico por causa do custo, um valor que aumentou face ao ano anterior, segundo um estudo hoje divulgado.

De acordo com o Índice de Saúde Sustentável, desenvolvido pela Nova Information Management School (Nova IMS), 89% dos portugueses tomaram algum medicamento prescrito por um médico em 2022, mas o custo dos medicamentos fez com que 10% tivessem optado por não comprar algum dos fármacos prescritos.

Globalmente, os utentes continuam a considerar o preço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) adequado, mas também têm uma perceção do valor das taxas moderadoras que é superior ao valor real, não sabendo que, nalguns casos, estas já não são pagas.

Como exemplo, o estudo apresenta o valor real e o percecionado pelos utentes das taxas moderadoras em diversos serviços.

As consultas com médico de clínica geral ou médico de família no centro de saúde já não são pagas, mas os utentes continuam a achar que custam um valor próximo dos 3€, o mesmo acontecendo nas consultas externas / especialidade nos hospitais públicos, que estimam custar 7€.

É no estado de saúde e na qualidade de vida que a eficácia do SNS tem maior expressão, na ótica do utente, que considera a eficácia dos medicamentos (76) superior à dos cuidados de saúde recebidos (73,3).

O estudo, que é hoje apresentado em Lisboa, indica que a maioria dos portugueses faz uma avaliação positiva do seu estado de saúde, com 74% a considerarem que é “bom” ou “muito bom”. No entanto, este valor é inferior ao de 2021 (77%).

Numa escala de 1 a 100, os portugueses classificam o seu estado de saúde com 75 pontos (75,7 em 2021). Sem o efeito do SNS, o índice do estado de saúde ficaria pelos 64,7 (63,2 em 2021).

Mais de metade (52%) considera que o seu estado de saúde afeta negativamente a sua qualidade de vida, metade diz que dificulta a realização de tarefas diárias (pessoais e/ou profissionais) e 43% que dificulta a sua mobilidade.

O trabalho, desenvolvido em colaboração com a AbbVie, Diário de Notícias e TSF, avalia não só a evolução da sustentabilidade do SNS, mas também o SNS do ponto de vista do utilizador.

Identifica pontos fracos e fortes, bem como possíveis áreas prioritárias de atuação, além de procurar compreender os contributos económicos e não económicos.

Últimas do País

A PSP deteve na sexta-feira, na freguesia de Campo de Ourique, três homens e uma mulher, entre os 23 e 55 anos, por serem suspeitos de tráfico de droga e apreenderam mais de duas mil doses de heroína e cocaína.
A melhoria do estado do tempo está a proporcionar um desagravamento das situações de cheia, menos rápido nas zonas mais afetadas, com os deslizamentos de terra a merecerem uma especial preocupação das autoridades, segundo o comandante nacional da Proteção Civil.
A Comissão de Utentes da Saúde de Braga alertou hoje que vários utentes oncológicos do Hospital de Braga estão sem medicamentos desde quinta-feira, mas o hospital nega "rutura de fármacos" e diz que há "apenas uma gestão criteriosa".
As águas estão a baixar consideravelmente no vale do Mondego, mas ainda vai demorar algumas semanas até a situação normalizar, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo.
A Casa do Douro alertou hoje para a “situação de emergência vívida” nesta região, onde o mau tempo destruiu vinhas, derrubou muros e taludes e pediu apoios urgentes para os viticultores, independentemente do município.
Um homem, de 34 anos, morreu hoje no hospital Amadora-Sintra, depois de ter dado entrada durante a madrugada com ferimentos de arma de fogo, juntamente com um jovem de 16 anos, após confrontos na Cova da Moura.
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) avançou este sábado ter participados mais de 100 mil sinistros, metade dos quais comunicados na ultima semana, referindo que desde a primeira hora as seguradoras estão no terreno das zonas afetadas.
A situação de calamidade decretada pelo Governo a 29 de janeiro nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, e duas vezes prolongadas após novas tempestades, termina hoje, bem como a isenção das interrupções.
A Proteção Civil registou hoje, até às 18h00, 377 ocorrências relacionadas com a situação meteorológica adversa que está a afetar o território de Portugal continental.
As urnas nas 20 freguesias e secções de voto onde a votação da segunda volta das eleições presidenciais foi adiada para hoje abrirem todos sem problemas, disse à agência Lusa fonte da Comissão Nacional de Eleições (CNE).