TAP: Comissão de inquérito ouve esta semana representantes dos trabalhadores

©facebook.com/tapairportugal

A comissão de inquérito à TAP, constituída na sequência da polémica indemnização de meio milhão de euros à ex-administradora Alexandra Reis, ouve esta semana sindicatos e comissão de trabalhadores, com oito audições em dois dias.

Na quinta semana de audições, após 10 personalidades ouvidas, de uma lista de cerca de seis dezenas, a comissão de inquérito acelera os trabalhos e entre hoje e quinta-feira recebe os representantes de sete sindicatos e a Comissão de Trabalhadores da TAP.

A partir das 14:30 de hoje, são ouvidos os dirigentes do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Ricardo Penarróias, do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), Paulo Duarte, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (Sintac), Pedro Figueiredo, e do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), Tiago Lopes.

Na quinta-feira, é a vez de serem recebidos pela comissão de inquérito a coordenadora da Comissão de Trabalhadores da TAP, Cristina Carrilho, e os dirigentes do Sindicato dos Aeroportos de Manutenção e Aviação (Stama), João Varzielas, do Sindicato Independente de Pilotos de Linhas Aéreas (SIPLA), João Leão, e do Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves (Sitema), Jorge Alves.

O plano de reestruturação que está a ser executado na TAP impôs cortes salariais aos trabalhadores, contribuindo para um clima de instabilidade social na empresa, com várias manifestações e uma greve de tripulantes de cabine, em dezembro, que teve um impacto de cerca de oito milhões de euros na companhia aérea.

A indemnização de meio milhão de euros paga à ex-administradora e ex-secretária de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, foi criticada pelos sindicatos, tendo o SPAC pedido a demissão dos presidentes do Conselho de Administração da TAP, Manuel Beja, e da Comissão Executiva, Christine Ourmières-Widener.

Em 06 de março, na sequência das conclusões de uma auditoria da Inspeção-Geral de Finanças (IGF), que funciona na direta dependência do ministro das Finanças, os ministros Fernando Medina e João Galamba anunciaram a exoneração com justa causa dos presidentes da companhia aérea, que foi com a substituição por Luís Rodrigues, que assumiu os dois cargos em 14 de abril.

Em carta aberta ao novo presidente, os sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP exigiram o fim dos cortes salariais e a reintegração dos funcionários despedidos, para que seja restabelecida a paz social na companhia aérea.

Últimas de Economia

O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco Proteste, atingiu esta semana um novo máximo, ultrapassando os 260 euros, após uma nova subida de 1,37 euros, divulgou hoje a organização.
O Ministério Público suspeita de uma articulação entre responsáveis da TAP, membros do Governo e um advogado para viabilizar o pagamento de 500 mil euros a Alexandra Reis, antiga administradora da companhia aérea, valor que considera não ser devido por lei.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.