Conversas de Santos Silva eliminadas da base de dados do Parlamento por ordem do próprio

Foram dadas, esta quinta-feira, ordens diretas para se proceder a remoção de todos os registos de vídeo e áudio de conversas oficiosas do Presidente da Assembleia da República (PAR), no seguimento da publicação de um vídeo na ARTV (canal oficial do parlamento) que foi posteriormente divulgado pelo jornal online ‘Observador’.

As imagens revelam uma conversa entre Augusto Santos Silva, António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa que, entre outros deputados do PS e PSD, comentaram a postura de alguns partidos na sessão de boas-vindas ao Presidente da República do Brasil.
O pedido de remoção foi feito pelo próprio Augusto Santos Silva através do seu Secretário-Geral.

No vídeo, Santos Silva acusou a Iniciativa Liberal de “falta de integridade política” e, com algum riso, refere que “aquilo não foi nada”, referindo-se à ausência da bancada parlamentar na sessão solene de receção a Lula da Silva. As hostilidades continuaram quando Santos Silva apontou que “há quem faça pior”, referindo-se ao protesto do CHEGA em plenário. António Costa acrescenta que Lula da Silva está habituado ao calor, gracejando que no Brasil até no inverno faz calor. Marcelo Rebelo de Sousa entra em conversa com algumas afirmações de concordância.

Fonte próxima dos serviços da Assembleia da República denunciaram este comunicado do Secretário-Geral do PAR e afirma que este foi rececionado com nervosismo e contou com a agitação e gritaria entre as chefias de gabinete dos demais departamentos da Assembleia da República.

Santos Silva já negou ter-se referido aos respetivos partidos em tais termos, sendo altamente criticado pelo Presidente da IL, Rui Rocha, que acusou o PAR de adotar uma “conversa de café”, atitude que não favorece um Presidente da Assembleia da República. Já o CHEGA condenou as atitudes “vingativas e infantis” de Santos Silva e promete agir judicialmente contra o próprio.

Últimas de Política Nacional

Henrique Chaves, militante n.º 2 do PSD, anuncia voto em André Ventura e deixa uma crítica devastadora à direita tradicional, que acusa de viver presa ao passado e sem conteúdo político.
O candidato presidencial André Ventura, apoiado pelo CHEGA, indicou hoje que não está preocupado com eventuais efeitos do mau tempo na votação para as eleições do próximo domingo, e disse estar focado nas necessidades das populações.
André Ventura continua a subir, consolida terreno e já alcança 32,2% das intenções de voto quando são considerados os indecisos, segundo a sondagem diária da CNN Portugal.
O candidato presidencial André Ventura não respondeu às críticas do presidente da Câmara de Leiria por ter iniciativas de campanha nesta região afetada pelo mau tempo e considerou tratar-se de "picardias políticas".
O candidato presidencial André Ventura defendeu hoje uma “profunda auditoria” à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acusando o Governo de “desleixo” na resposta à depressão Kristin.
O parlamento decidiu por unanimidade hoje suspender os trabalhos da comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) durante a próxima semana, devido à segunda volta das eleições presidenciais.
PSD e CDS reprovaram hoje uma resolução do CHEGA para que o Governo agisse no sentido de impor a toda a rede consular portuguesa "informação clara e atualizada" visando facilitar o voto nas eleições presidenciais.
O Governo decidiu pagar 4404 euros brutos mensais a cada um dos quatro consultores do grupo de trabalho para a reforma do Estado, num total de 17 616 euros por mês — salários acima dos cargos máximos da Administração Pública.
Para André Ventura, a resposta do Estado aos estragos causados pela tempestade Kristin falhou no tempo e na liderança, com decisões tardias e ausência no terreno quando as populações mais precisavam.
A tempestade 'Kristin' deixou vítimas mortais e voltou a expor falhas graves na resposta do Estado. No Parlamento, o líder parlamentar do CHEGA acusou o PS de ter uma “memória curta” e de nunca ter corrigido erros estruturais que continuam a custar vidas.