Aeroporto: Peritos consideram que opções duais não são recomendáveis

© D.R.

Os peritos que estão a estudar as opções estratégicas para aumentar a capacidade aeroportuária de Lisboa consideraram hoje que as opções duais não são recomendáveis.

Esta posição foi transmitida pela coordenadora da área de Planeamento aeroportuário da Comissão Técnica Independente (CTI) que está a estudar o aumento da capacidade aeroportuária para a região de Lisboa, Rosário Macário, numa apresentação no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, sobre os resultados das atividades desenvolvidas na primeira fase da Avaliação Ambiental Estratégica.

“As opções duais não são recomendáveis”, afirmou a responsável que integra a CTI, durante uma intervenção no painel que reuniu os vários coordenadores.

Segundo a apresentação de Rosário Macário, estas opções “significam partição de tráfego, diminuindo o potencial ‘hub’ [plataforma giratória de distribuição de voos]”, “não evitam um tempo de espera até à construção da nova infraestrutura”, “não garantem capacidade no horizonte de 50 ano, requerendo a construção de um terceiro aeroporto” e “tendem a aumentar o congestionamento do Sistema de tráfego aéreo”.

A mesma responsável diz que “as opções ‘green field’ [de raiz] oferecem condições de capacidade para os próximos 50 anos, mas apresentam limitações diversas, devendo ser consideradas as “incompatibilidades com a gestão de tráfego aéreo, nomeadamente conflitos com áreas militares”, “limitações de áreas aeroportuárias e não aeroportuárias”, acessibilidades, área de expansão e impactos ambientais.

A CTI anunciou nove opções possíveis para o novo aeroporto, que incluem as cinco definidas pelo Governo mais quatro: Portela+Alcochete, Portela+Pegões, Rio Frio+Poceirão e Pegões.

Últimas do País

A Polícia Judiciária (PJ) deteve em Braga um cidadão estrangeiro, de 56 anos, procurado internacionalmente pela Interpol a pedido das autoridades vietnamitas pela prática de um crime de burla, foi hoje divulgado.
Renata Cambra, uma das principais figuras dos protestos pela habitação no Rossio, é professora e dirigente de um partido revolucionário ligado a organizações internacionais de extrema-esquerda. Declarações que lhe são atribuídas sobre conversas com alunos acerca das suas manifestações e lutas políticas levantam questões sobre os limites da intervenção política em contexto escolar.
Participantes da Acampada consideram o Mercado de Natal um “problema irrisório” e garantem que só abandonarão a praça quando assim entenderem. A posição ameaça criar um impasse em torno de uma tradição que atrai famílias, turistas e clientes ao comércio da Baixa lisboeta.
Entre 2021 e 2024, Portugal registou 1,57 milhões de entradas de imigrantes permanentes, quase duas vezes e meia o valor anteriormente estimado. A revisão do INE revela uma média de 1.080 entradas por dia, incluindo cidadãos portugueses que regressaram ao país.
A GNR apreendeu uma lancha rápida e constituiu arguido um homem de 37 anos por contrabando de circulação em Barcelos, durante uma operação de fiscalização de trânsito na A3.
Um agente da PSP sofreu ferimentos graves numa mão, depois de ter sido atacado durante uma operação policial em Lisboa. O agressor, de 54 anos, foi detido e ficou em prisão preventiva. O polícia teve de ser operado devido à gravidade da lesão.
O presidente do CHEGA considera que a decisão judicial sobre as manifestações pela habitação em Lisboa enfraquece a autoridade policial e transmite um sinal de impunidade. André Ventura exige uma posição do primeiro-ministro e do Presidente da República, alertando para as consequências da deslegitimação das forças de segurança.
O Ministério Público do Porto acusou oito pessoas e duas empresas de crimes de fraude na obtenção de fundos europeus e branqueamento, que terão rendido mais de 1,2 milhões de euros de lucro, foi hoje anunciado.
Quase 20% dos mais de 8.000 utentes que aguardavam por uma cirurgia oncológica no final de junho já tinham ultrapassado o tempo recomendado, uma situação que afetou uma em cada quatro cirurgias oncológicas realizadas no primeiro semestre.
Os setores da saúde e da educação deverão ser os mais afetados pela paralisação dos trabalhadores da Administração Pública. A greve poderá provocar constrangimentos no funcionamento dos serviços.