CAP lamenta falha nas candidaturas ao Pedido Único e pede “solução expedita”

© Facebook\CAP

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) lamentou hoje a existência de falhas em toda a linha do Pedido Único de ajudas e pediu uma “solução expedita” para resolver uma situação que disse revelar uma “profunda incompetência”.

“A CAP denuncia a falha em toda a linha do sistema das candidaturas ao Pedido Único de ajudas (PU2023) e apela a uma solução expedita e urgente que permita ultrapassar esta situação absolutamente anómala e que revela uma profunda incompetência governativa”, indicou, em comunicado.

Segundo dados do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) de 30 de abril, citados pela confederação, foram efetuadas candidaturas ao apoio ao rendimento base correspondentes a 6% da área definida como meta no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

Estão assim efetuadas candidaturas correspondentes a 195.427 hectares de um total de 3.036.795 hectares.

Para a CAP, o arranque do PEPAC “não poderia ter começado de pior maneira”, com a plataforma de candidaturas a funcionar mal e a apresentar “erros gravíssimos”, prejudicando o setor.

“Os agricultores portugueses são vítimas diretas da incompetência de quem nos governa. Sem conseguirem efetuar as suas candidaturas ao PU2023, devido ao muito mau funcionamento do sistema informático, que contém inúmeros erros de submissão e de validações não implementadas, uma vasta maioria dos agricultores portugueses está com fundados receios de que estejam comprometidos os respetivos pagamentos que são devidos em outubro”, apontou.

De acordo com a CAP, em causa está o adiantamento de cerca de 900 milhões de euros de ajudas comunitárias aos agricultores.

A confederação disse ainda que apenas as explorações de menor dimensão, “com candidaturas menos complexas”, têm conseguido formalizar os seus pedidos, destacando que o processo é muito moroso e que o parcelário, que está na base das candidaturas, tem novas alterações, que levam a um “trabalho hercúleo”.

Neste sentido, a CAP entende ser imprescindível que o Ministério da Agricultura se articule de forma a possibilitar a realização de candidaturas.

Após estarem reunidas as condições de funcionamento do programa informático “e assegurado um período mínimo de assimilação da informação por parte dos técnicos”, deve ser contabilizado um período de dois meses para a “correta e consciente formalização de candidaturas”, apontou.

A CAP agradeceu ainda o trabalho de todos os técnicos das organizações de produtores, que têm acompanhado os agricultores, mesmo “sem condições para realizarem os pedidos de ajuda”.

O PU é um pedido de pagamento direto das ajudas que fazem parte dos regimes sujeitos ao Sistema Integrado de Gestão e Controlo.

Este pedido abrange os pagamentos diretos, os apoios associados, ecorregimes, desenvolvimento rural, pagamentos da rede natura, a manutenção da atividade agrícola em zonas desfavorecidas e as medidas florestais.

Últimas do País

Em alguns casos, a indefinição prolonga-se há mais de um ano e meio, com os gestores a permanecerem em funções sem saber se serão reconduzidos ou substituídos. Entre as instituições nesta situação está o Hospital de São João, no Porto, uma das maiores unidades hospitalares do país.
Portugal já registou 6572 incêndios rurais em 2026, mais 748 do que no mesmo período do ano passado. Número de ocorrências sobe quase 13% e atinge o valor mais elevado dos últimos quatro anos. Mais de 60 mil hectares já foram consumidos pelas chamas.
Diretora de Medicina Interna demite-se e responsável pela Urgência ameaça sair se não melhorarem as condições para tratar os doentes.
Três incêndios em mato em Torre de Moncorvo, Santo Tirso e Arouca destacam-se ao início da tarde de hoje entre as “ocorrências significativas” registadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mobilizando mais de 900 operacionais.
Dois episódios de violência grave, registados em poucos dias, levaram a PSP a mobilizar pelo menos 30 elementos do Corpo de Intervenção para reforçar a segurança numa das zonas mais turísticas de Lisboa, entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal.
Suspeitos terão regressado ao local depois de uma luta com intenção de concretizar uma ameaça. Polícia intercetou o grupo e apreendeu uma arma artesanal de calibre 9 mm, carregada e municiada.
Os resultados dos pedidos de reapreciações dos exames nacionais da 2.ª fase serão conhecidos a 14 de setembro, por decisão do Governo que decidiu adiar a divulgação das notas para acautelar as férias de todos os professores.
Suspeito aparentava estar alcoolizado quando a PSP foi chamada a intervir. Mulher sofreu ferimentos na cabeça e foi transportada para o hospital. Um agente também ficou ferido durante a ocorrência.
Criança terá sido impedida de sair e conseguiu pedir socorro aos familiares. Suspeito foi detido pela GNR e acabou em liberdade.
Suspeitos, de 37 e 42 anos, são apontados pela PJ como autores de quatro roubos cometidos em menos de duas semanas. Um ficava no motociclo enquanto o outro, de capacete e armado, entrava nos estabelecimentos e exigia o dinheiro das caixas registadoras.