Investigadores manifestam-se dia 16 de maio em Lisboa contra a precariedade

© Facebook/Associação dos Bolseiros de Investigação Científica

Investigadores vão manifestar-se em Lisboa no dia 16 de maio contra a precariedade na ciência, num protesto anunciado hoje e convocado por organizações sindicais e cientistas de vários centros de investigação.

A concentração está marcada para as 14:00 em frente à Reitoria da Universidade de Lisboa e daí os investigadores seguem para o ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O protesto foi convocado pela Associação dos Bolseiros de Investigação Científica, a Federação Nacional dos Professores, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e associações representativas dos investigadores de várias instituições.

Os profissionais, que reclamam o fim da precariedade na ciência, pedem que o Estatuto do Bolseiro de Investigação seja revogado e que todas as bolsas sejam substituídas por contratos de trabalho, sublinhando que “só assim pode ser garantida a consagração de direitos”.

No manifesto do protesto, defendem também a contratação permanente de trabalhadores que desempenham funções técnicas e de gestão de ciência, bem como dos docentes convidados.

Por outro lado, alertam para o “subfinanciamento crónico das instituições de ensino superior e ciência, a revisão do regime jurídico das instituições de ensino superior, a criação de um mecanismo permanente de financiamento para a contratação para a carreira de investigação científica e a garantia da manutenção do financiamento atual para o emprego científico de doutorados.

Na semana passada, a ministra da tutela anunciou, no parlamento, que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) iria abrir este ano um concurso para integrar na carreira científica e docente investigadores cujo contrato de trabalho tenha terminado ou esteja a terminar.

O concurso, cujo financiamento será assegurado maioritariamente pela FCT e no restante pelas universidades, em percentagens a definir, destina-se aos investigadores-doutorados que foram contratados ao abrigo da lei de estímulo de emprego científico e cujos contratos terminaram ou estejam a terminar.

Últimas do País

A destruição de gravações telefónicas por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) impediu a Inspeção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) de determinar as razões do atraso no accionamento do socorro a um homem em Évora, em Fevereiro de 2025.
O Ministério Público acusou um homem em situação de sem-abrigo de homicídio qualificado da companheira em Alenquer, no distrito de Lisboa, na viatura onde habitualmente dormiam.
Uma brigada florestal animal composta por vacas maronesas está a pastar e a limpar um terreno de 6,5 hectares, em Vila Pouca de Aguiar, e a ajudar a prevenir incêndios rurais, num projeto apresentado esta sexta-feira.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve nos distritos de Braga, do Porto e de Aveiro 12 suspeitos de integrarem um grupo criminoso organizado que se dedicava à produção de grandes quantidades de canábis, indicou hoje esta força de investigação criminal.
O líder parlamentar do CJEGA, Pedro Pinto, diz que nada melhorou no Serviço Nacional de Saúde (SNS), aponta mortes nos hospitais, falta de médicos de família.
Meses depois da tragédia que matou 16 pessoas em Lisboa, a Polícia Judiciária avançou para buscas e investiga agora suspeitas de graves falhas de segurança no Elevador da Glória.
O aeroporto de Lisboa vai ter a partir desta sexta-feira, 29 de maio, um reforço de 48 agentes da PSP e mais ‘boxes’ e ‘e-gates’, segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).
Um estudo da Rede Europeia Anti-Pobreza divulgado hoje conclui que o risco de pobreza em Portugal sobe de 16,6% para 27,6% se foram considerados os custos com a habitação.
Regiões a sul do rio Tejo estão em situação de onda de calor, tendo Mora atingido na quarta-feira os 40,3ºC, um extremo absoluto para um mês de maio, foi hoje divulgado.
A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) disse hoje que os passageiros que percam voos devido a tempos de espera prolongados nos controlos de fronteira não têm direito a indemnização ou assistência ao abrigo das regras europeias sobre transporte aéreo.