Investigadores manifestam-se dia 16 de maio em Lisboa contra a precariedade

© Facebook/Associação dos Bolseiros de Investigação Científica

Investigadores vão manifestar-se em Lisboa no dia 16 de maio contra a precariedade na ciência, num protesto anunciado hoje e convocado por organizações sindicais e cientistas de vários centros de investigação.

A concentração está marcada para as 14:00 em frente à Reitoria da Universidade de Lisboa e daí os investigadores seguem para o ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O protesto foi convocado pela Associação dos Bolseiros de Investigação Científica, a Federação Nacional dos Professores, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais e associações representativas dos investigadores de várias instituições.

Os profissionais, que reclamam o fim da precariedade na ciência, pedem que o Estatuto do Bolseiro de Investigação seja revogado e que todas as bolsas sejam substituídas por contratos de trabalho, sublinhando que “só assim pode ser garantida a consagração de direitos”.

No manifesto do protesto, defendem também a contratação permanente de trabalhadores que desempenham funções técnicas e de gestão de ciência, bem como dos docentes convidados.

Por outro lado, alertam para o “subfinanciamento crónico das instituições de ensino superior e ciência, a revisão do regime jurídico das instituições de ensino superior, a criação de um mecanismo permanente de financiamento para a contratação para a carreira de investigação científica e a garantia da manutenção do financiamento atual para o emprego científico de doutorados.

Na semana passada, a ministra da tutela anunciou, no parlamento, que a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) iria abrir este ano um concurso para integrar na carreira científica e docente investigadores cujo contrato de trabalho tenha terminado ou esteja a terminar.

O concurso, cujo financiamento será assegurado maioritariamente pela FCT e no restante pelas universidades, em percentagens a definir, destina-se aos investigadores-doutorados que foram contratados ao abrigo da lei de estímulo de emprego científico e cujos contratos terminaram ou estejam a terminar.

Últimas do País

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou hoje para o risco de cheias, durante a semana, com especial incidência no território a norte do Mondego e na bacia do Tejo, particularmente na segunda e terça-feira, disse o presidente.
A praia de Matosinhos, no distrito do Porto, está em risco de não ser considerada zona balnear, aguardando-se que a Câmara Municipal tome medidas imediatas, revelou hoje o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
As autoridades apreenderam quase nove toneladas de cocaína transportadas no semissubmersível intercetadas na sexta-feira ao largo dos Açores, que “será a maior apreensão realizada” desta droga em Portugal, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
A Proteção Civil Municipal do Porto alertou hoje para o risco de cheias nas zonas ribeirinhas da cidade, recomendando à população a adoção de medidas de prevenção e proteção.
A passagem da depressão Ingrid por Portugal continental já causou um morto, um ferido e 21 deslocados, segundo o mais recente balanço da Proteção Civil hoje divulgado, que reporta inundações, quedas de árvores e estruturas.
Um homem sem abrigo suspeito de ter furtado malas no aeroporto de Lisboa e um carro da Câmara de Lisboa foi detido pela PSP e colocado em prisão preventiva pelo tribunal, anunciou hoje a força policial.
Os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Viana do Castelo e Vila Real vão passar por fases de aviso laranja nos próximos dias devido a problemas marítimos ou incidentes, anunciados hoje o IPMA.
O Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo informou que existem várias estradas inundadas e ativou no nível amarelo o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo.
Os distritos de Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal e Viana do Castelo estão, até às 00:00 de domingo, sob aviso vermelho por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Menos de 2.000 clientes da E-Redes estavam às 20:00 de hoje sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental, devido ao mau tempo pela passagem da depressão Ingrid, adiantou a empresa, destacando que a situação está "a normalizar".