Setor metalúrgico e metalomecânico exportou mais de 23.000 ME

© D.R.

O setor metalúrgico e metalomecânico exportou, no ano passado, mais de 23 mil milhões de euros, um aumento de 18% em relação a 2021, de acordo com dados divulgados num estudo da AIMMAP.

Assim, de acordo com a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) o setor é o “que mais exporta em Portugal”, tendo em 2022, somado 23.080 milhões de euros em vendas ao exterior, um aumento de 18%, segundo os dados do estudo.

De acordo com o documento, o setor “é atualmente composto por cerca de 23 mil empresas e por uma força de trabalho de quase 246 mil pessoas (dados de 2021)”, sendo que o seu volume de faturação “fixa-se em cerca de 34,6 mil milhões de euros”, enquanto “a geração de riqueza está no patamar dos 8,7 mil milhões anuais, com um peso muito significativo no conjunto das indústrias transformadoras e, mesmo, da economia como um todo, quer em termos diretos quer indiretos”.

Segundo a associação, tendo em conta o peso do setor, “é crucial o desenho e estruturação de uma estratégia agregadora e concertada, que estimule o desenvolvimento competitivo futuro” sendo “baseada na inovação tecnológica, na capacitação empresarial, na internacionalização e na promoção da descarbonização e circularidade”, destacou.

Este estudo concretiza ainda “o Plano Estratégico e de Ação para o Setor Metalúrgico e Metalomecânico para o horizonte 2030 (Metal 2030)”, referiu, dando conta das prioridades neste âmbito.

Os principais objetivos, destacou, passam por definir a visão para o setor para o horizonte 2030, “com envolvimento dos seus principais ‘stakeholders’, e os eixos estratégicos para a concretizar”, identificar “os domínios de intervenção prioritários para mobilizar cada um dos eixos estratégicos, incluindo ações e medidas para alavancar oportunidades e/ou endereçar custos de contexto, e compatibilizar estes domínios com apoios públicos disponíveis”.

Além disso, as prioridades passam por “caracterizar os projetos e investimentos identificados, tendo em consideração o timing das oportunidades a explorar” pelo setor no âmbito do PT2030 e “definir um ‘roadmap’ implementável (agenda transformadora) para a estratégia”, lê-se no documento.

Últimas de Economia

Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, mais 0,1 pontos percentuais do que em janeiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A Fitch projeta que Portugal terá um défice orçamental de 0,8% do PIB este ano, nomeadamente devido aos apoios para responder aos danos do mau tempo, existindo ainda incerteza quanto ao impacto do conflito no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 2,1% em fevereiro, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), confirmando a estimativa rápida divulgada no final do mês passado.