DGS apela a rastreio a infeções por VIH e hepatites virais até 22 de maio

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A Direção-Geral da Saúde (DGS) apelou hoje à população para fazer o rastreio às infeções por VIH e hepatites virais, no âmbito da Semana Europeia do Teste, que visa consciencializar para o benefício do diagnóstico precoce.

Desde hoje e até 22 de maio, a população pode realizar os rastreios, que são gratuitos e anónimos, em mais de 20 organizações da Rede de Rastreio Comunitário, espalhadas pelo país, cuja localização pode ser consultada no ‘site’ da DGS (www.dgs.pt).

“Esta iniciativa visa consciencializar a população para o benefício do diagnóstico precoce de infeções por VIH e hepatites virais, bem como para a eficácia da adesão ao tratamento, em pleno respeito pelo princípio da confidencialidade”, refere a DGS numa nota publicada no ‘site’.

A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente Transmissíveis e Infeção por VIH e do Programa Nacional para as Hepatites Virais, associa-se aos restantes países da Europa, reforçando a necessidade de continuidade de respostas adequadas por parte dos serviços que acompanham os doentes em situação de maior risco.

“Hoje existem tratamentos eficazes para o VIH, hepatites e Infeções Sexualmente Transmissíveis. Adicionalmente, vários estudos indicam que as pessoas que fazem o teste e são diagnosticadas precocemente têm melhores resultados em saúde do que aquelas que optam por não o fazer”, sublinha.

A promoção desta semana é iniciativa da EuroTEST, desde 2013, em parceria com instituições comunitárias, de saúde e políticas da Região Europeia da Organização Mundial de Saúde, e decorre duas vezes por ano – na primavera (maio) e no outono (novembro) – para incentivar o aumento da testagem, através da melhoria da acessibilidade.

“Prevenir, Testar e Tratar a infeção por VIH e hepatites virais são estratégias essenciais e devem ser mantidas em tempos de crise. Faça o teste!”, recomenda a DGS

Segundo o último relatório apresentado pela DGS e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o número de novos casos de infeção por VIH manteve a tendência decrescente em 2020 e 2021, com 1.803 diagnosticados neste período, situação que já se verifica desde o início do século.

Em 2020, foram notificados 870 novos casos de infeção e no ano seguinte 933, correspondendo a uma taxa média de diagnósticos para o biénio de 8,7 casos por 100 mil habitantes, não ajustada para o atraso da notificação, refere o documento.

As hepatites virais foram reconhecidas como uma das principais causas de mortalidade a nível mundial, causando cerca de 1,34 milhões de mortes por ano (cerca de 4.000 por dia), ultrapassando a causada por outras doenças infecciosas, incluindo a infeção pelo VIH (680.000), a malária (627.000) e em paralelo com a tuberculose (1,4 milhões).

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