21 Fevereiro, 2024

Ficção?

Sendo um cidadão atento à realidade da vida social, subscrevo todas as críticas a esta (des)governança de nível de terceiro mundo desta gerência, mas tenho sem qualquer dúvida que toda esta pandemia vírica com que somos devastados há décadas não tem geração espontânea porque tem génese numa constituição da república pejada de lixo jurídico tóxico e de normas que face aos princípios ínsitos nela própria são inconstitucionais.
Face a esse estádio de coisas e sendo os “rattonzões” escolhidos na quase totalidade pelos partidos que gerenciaram a (des)governaça, fácil tem sido de ao longo dos anos de, seletivamente e convenientemente, proferirem decisões que satisfaçam quem os elege desde 1976.
Lembro que estamos numa fase de revisão dessa constituição e, curiosamente, ou talvez não, praticamente é um assunto ignorado da sociedade e da vida política nacional, alimentada por uma imprensa subserviente, manipuladora e dilacerante da inteligência dos cidadãos.
Temo que este estado de hipnose de consciência cívica e de cidadania tem a sua génese não só nos fenómenos de comunicação mencionados, que delira desfilar horas a fio opiniões de pseudos especialistas sobre as consequências de certos acontecimentos sociais, políticos e económicos que sem qualquer esforço de exegese só seriam válidas se fossem prévias para os evitar e não para nos tentar ludibriar, mas também pelos muitos momentos de perfeita diversão com que somos diariamente brindados pela gerência da desgovernança e enfatizados muitas vezes de forma patética pelos opositores políticos porque também eles foram responsáveis pelo descalabro.
Enquanto isto, distraímo-nos com o estabelecimento de quotas de género, a discutir se a eutanásia é inconstitucional quando sabemos que o direito a dispor da própria vida é um exclusivo de cada um e só muda quem faz o quê, para além da eutanásia passiva ser comummente aplicada diariamente no hospitais, ou se os coitadinhos dos animaizinhos devem ter proteção constitucional só porque uma minoria bem instalada e corruptora dos valores éticos e cívicos da sociedade considera terem os animais direito a essa proteção, e assim distraídos, olvida-se os graves entorses e lixo jurídico que conspurcam a nossa constituição e que se perpetuam desde a origem em 1976.
Agora que marcha uma revisão da Constituição, deseja-se que o CHEGA, seja audaz e o catalisador da mudança deste status quo, mesmo que as propostas não sejam acolhidas, isto porque será sempre pela via da diferença que o partido se afirmará e nunca acompanhando os bafientos e retrógrados.
Neste sentido e face ao ofuscamento do debate publico, exorto todos os militantes do CHEGA a perderem um pouco do vosso tempo para lerem as propostas de revisão apresentada pelos vários partidos e garanto-vos que irão encontrar verdadeiros tesouros pela total falta de inteligência, incompetência e da mais elementar falta de bom senso em algumas das propostas.
Uma revisão constitucional pela importância que comporta enquanto lei das leis, deve ter particular cuidado em termos de legística, e não se conformar por meros enxertos desconexos que apenas acrescentam lixo jurídico ao muito já existente e nunca foi expurgado apesar das várias revisões operadas desde a original.
Não é porque tem muitos artigos com a enunciação de muitos direitos e outros tantos princípios que a constituição da republica tem mérito jurídico constitucional na conformação dos restantes ordenamentos jurídicos, sendo tal ideia facilmente contrariada pela constituição dos Estados Unidos da América que sendo originária de 1787, tem apenas 7 artigos desde então, ajustada nestes mais de dois séculos por 27 emendas e nunca foi óbice para nada e muito menos para ser um dos berços da democracia moderna e de economicamente ser a primeira potencia mundial.
Para concluir diria que só um partido jovem como o CHEGA, afastado das políticas dos interesses de longos anos, poderá fazer uma rutura com os desmandos desta acefalia bafienta.

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