Câmara de Coimbra quer controlo do acesso dos carros ao centro histórico

© D.R.

A Câmara de Coimbra avançou com uma candidatura para controlar automaticamente o acesso ao centro histórico apenas a veículos autorizados, afirmou hoje a vereadora com a pasta da mobilidade, Ana Bastos.

“Está em cima da mesa, integrada numa candidatura a financiamento por parte da Câmara de Coimbra, no âmbito dos ‘Bairros Digitais’, [um projeto] que prevê o controlo de acesso de forma automática com base em leitura de matrículas”, disse a vereadora, que falava aos jornalistas após uma visita à recente requalificação do Largo da Sé Velha, na Alta da cidade.

Segundo a responsável, caso a autarquia seja contemplada com financiamento, serão instalados pinos rebaixados em vários locais de toda a zona histórica (que já é de acesso limitado a veículos autorizados, nomeadamente moradores e comerciantes, mas sem qualquer tipo de controlo).

“A Câmara autentica as pessoas, faz-se uma lista de pessoas autorizadas, o sistema lê automaticamente a matrícula, reconhece e abre um pino rebaixável. Quem não está autorizado, não poderá entrar”, disse Ana Bastos, quando questionada pela agência Lusa.

A aplicação deste sistema no centro histórico, na Alta e Baixa de Coimbra, procura impedir a circulação de carros não autorizados em várias vias do centro histórico.

Sobre a intervenção no Largo da Sé Velha, que custou cerca de 700 mil euros, Ana Bastos realçou que a introdução de pinos fixos junto ao monumento permitiu retirar os carros do espaço público, numa zona onde o estacionamento abusivo era uma constante.

“Queremos as pessoas na rua. Já os carros, temos de os arrumar em sítios onde não perturbem”, vincou Ana Bastos.

Reconhecendo que os pinos dominam o desenho urbano e geram “algum ruído”, a vereadora admitiu que a autarquia está a estudar soluções alternativas, como a introdução de algum mobiliário urbano para não haver tantos pinos naquele local.

Questionada pela Lusa, a vereadora referiu que a Câmara de Coimbra pretende introduzir pinos noutros locais da cidade de forma a combater o estacionamento abusivo.

“Tomara nós não usarmos tantos pinos, mas, infelizmente, tem de ser, mesmo até em passeios. Sou contra os pinos, porque é uma perturbação à circulação pedonal, mas, por vezes, é a única solução”, asseverou.

Confrontado por jornalistas sobre se os pinos seriam impeditivos da realização da serenata na Sé Velha, o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, também presente na visita, vincou que a solução não impede a realização daquele evento dos estudantes.

“Os pinos não são impeditivos”, vincou o edil, salientando, porém, que o Largo da Sé Nova é o local com mais segurança e dimensão para a realização da serenata.

Últimas do País

A greve nacional de hoje dos enfermeiros teve uma adesão de 71,5%, estando asseguradas pelos profissionais apenas situações urgentes, segundo os dados avançados às 12:30 pelo Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP).
A PSP preparou um plano de contingência para os aeroportos de Lisboa e Faro para lidar com o aumento de passageiros durante a Páscoa, reforçando estas estruturas com mais polícias e postos de atendimento, revelou hoje aquela polícia.
Algumas das vítimas de abuso sexual na Igreja Católica já foram informadas por telefone da rejeição do seu pedido de compensação financeira, confirmou hoje fonte da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).
O Projeto de Lei n.º 465/XVII/1.ª do CHEGA, de alteração ao regime jurídico da atividade de TVDE, foi esta sexta-feira rejeitado com votos contra do PS, Bloco e Iniciativa Liberal e a abstenção do PSD, CDS-PP e PCP.
A greve nacional de hoje dos enfermeiros registou níveis elevados de adesão em vários hospitais do país, levando ao encerramento de blocos operatórios e de partos, segundo um primeiro balanço do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).
O CHEGA viu aprovado na Assembleia da República um projeto de lei que pretende impedir cirurgias de mudança de sexo em menores de idade.
Os produtores de leite afirmam estar a enfrentar um agravamento das condições económicas marcado pela descida do preço pago à produção, pelo aumento dos custos e pela rejeição de apoios ao investimento, revelou hoje um comunicado divulgado pela APROLEP.
O Tribunal Central Criminal de Lisboa agendou para 03 de junho deste ano o início do julgamento do processo Tempestade Perfeita, relacionado com suspeitas de corrupção em obras em edifícios do setor da Defesa.
O suspeito de crimes de pornografia de menores e abuso sexual de crianças detido pela Polícia Judiciária, na quarta-feira, em Castelo Branco, ficou em prisão preventiva, disse fonte judicial à agência Lusa.
Era para ser uma obra estruturante, mas já começou a falhar antes de sair do papel: o Governo deixou escapar mais de 100 milhões de euros da “bazuca” europeia no Hospital de Todos os Santos: um projeto com mais de 40 anos, custos a disparar e um preço final que continua por esclarecer.