Cerimónia de homenagem às vítimas realiza-se no dia 27 no memorial em Pedrógão Grande

© D.R.

A cerimónia de homenagem às vítimas dos incêndios de 2017 realiza-se no dia 27, às 17:00, junto ao memorial em Pedrógão Grande, disse hoje à agência Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL).

“Não é, propriamente, uma inauguração, porque o monumento já está aberto. Será uma cerimónia de visita ao espaço e aonde será prestada homenagem às vítimas dos incêndios de 2017”, afirmou Gonçalo Lopes, também presidente da Câmara de Leiria, em Porto de Mós, onde hoje decorre uma reunião de comunidades intermunicipais.

Segundo o presidente da CIMRL, na iniciativa vão marcar presença elementos do Governo, como o primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, autarcas das regiões afetadas, Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, outras entidades ligadas à área social e associativa desses concelhos, o autor do memorial, arquiteto Souto Moura, e população.

O Memorial às Vítimas dos Incêndios Florestais de 2017, localizado junto à Estrada Nacional 236-1, na zona de Pobrais, Pedrógão Grande, foi aberto na quinta-feira sem qualquer cerimónia pública de homenagem às vítimas dos incêndios florestais de junho e outubro de 2017. A ausência de figuras de Estado suscitou críticas de vários setores.

Da autoria do arquiteto Souto Moura, o memorial, um investimento de 1,8 milhões de euros, inclui um lago de enquadramento, com cerca de 2.500 metros quadrados de área, alimentado por uma gárgula com 60 metros de extensão, sendo bordejado por uma faixa de plantas constituída por nenúfares brancos, lírios e ranúnculos.

De acordo com a Infraestruturas de Portugal, dona da obra, “o memorial inclui também, como peça fundamental, um muro com a inscrição do nome de cada uma das 115 pessoas vitimadas nos incêndios florestais de junho e outubro de 2017”.

Gonçalo Lopes adiantou que a CIMRL está a “ultimar um protocolo com a Infraestruturas de Portugal”, segundo o qual aquela primeira entidade vai ficar “com a responsabilidade da manutenção do monumento”.

“Naturalmente, acaba por estarmos, assim, também envolvidos neste momento importante em que passamos a ter uma responsabilidade acrescida na gestão”, declarou.

Os incêndios que deflagraram em 17 de junho de 2017 – passaram seis anos no sábado – em Pedrógão Grande e que alastraram a concelhos vizinhos provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos noutras 253, sete das quais graves. Os fogos destruíram cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

A maioria das vítimas mortais foi encontrada na Estrada Nacional 236-1, que liga Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, junto à qual foi erguido o memorial.

Em outubro do mesmo ano, outros incêndios na região Centro provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos, registando-se ainda a destruição, total ou parcial, de cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas.

Últimas do País

A incidência do cancro do fígado está a aumentar em Portugal, com mais de 1.500 novos casos anualmente, segundo a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), que lançou uma ação nacional de consciencialização sobre a doença.
Uma operação da GNR levou à apreensão esta madrugada de mais de 500 quilos de cocaína na praia da Tocha, em Cantanhede (Coimbra), tendo sido apreendida também uma viatura, adiantou esta força policial.
Mais de 30% dos profissionais de saúde em Portugal que participaram num estudo liderado pela Universidade de Coimbra (UC) identificaram a violência psicológica como frequente a generalizada no local de trabalho, revelou hoje aquela instituição.
Tem 61 anos e já foi condenado por crimes contra a autodeterminação sexual cometidos em diferentes unidades privadas de saúde. Agora, a PJ voltou a detê-lo, suspeito de abusar sexualmente de uma paciente durante uma consulta em Albufeira.
Tinha 21 anos e seguia no lugar do passageiro de um automóvel quando chamou a atenção dos militares da GNR. Uma revista revelou duas armas brancas, duas armas de airsoft, um silenciador e um bastão.
Mais de 300 inspetores da Polícia Judiciária foram mobilizados para uma operação de grande dimensão contra um alegado esquema de fraude fiscal no comércio europeu de telemóveis. Há dezenas de detenções e centenas de buscas.
Dois em cada três jovens europeus afirmam ter sido vítimas de abusos, negligência, violência doméstica ou outras experiências adversas semelhantes durante a infância, segundo um inquérito divulgado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Sindicato dos Técnicos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (SinDGRSP) cumpre hoje um dia de greve e uma manifestação junto à cadeia do Porto, por entender que a portaria sobre carreiras está aquém do negociado.
Três suspeitos escaparam antes da operação da Polícia Judiciária. Um terá conseguido quase 200 mil euros e outro transferiu cerca de 40 mil euros para contas no Brasil. Nove arguidos estão a ser julgados em Cascais.
Uma aterragem inesperada numa herdade em Serpa está a ser investigada pelas autoridades. O piloto terá pedido aos trabalhadores que não chamassem a polícia, abandonou o local de táxi e deixou uma carteira com documentos e dois mil euros.