Proteção Civil alerta para risco elevado de incêndio devido ao calor

© D.R.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou hoje para o elevado risco de incêndios em todo o território continental devido ao aumento das temperaturas e à diminuição da humidade atmosférica.

Com base em informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a ANEPC afirma, em comunicado, que está previsto “para os próximos dias a continuação de tempo quente e seco nas regiões norte e centro, destacando-se valores da temperatura máxima na ordem dos 40º C, a partir de sexta-feira, no interior da região sul e na parte interior do Vale do Tejo, sendo no restante território acima dos 30º C”.

Paralelamente, está prevista uma “diminuição gradual da humidade relativa durante as tardes, em especial nas regiões centro e sul, com fraca recuperação noturna” e “vento até 25 km/h do quadrante norte, a rodar para quadrante leste a partir de sexta-feira, soprando em regime de nortada a partir da tarde no litoral oeste e nas terras altas, onde será por vezes até 40 km/h”.

A ANEPC alerta que estes fatores climáticos associados promovem o agravamento do risco de incêndio na sexta-feira em grau muito elevado e máximo no Algarve.

O Alto Tejo estará em risco muito elevado e o Alentejo em nível elevado, situação que se prolonga para sábado também para o interior centro e norte.

Com base nestas previsões, a ANEPC alerta para o aumento do número de ocorrências de incêndios rurais e da dificuldade das ações de supressão, especialmente no sul e no interior centro e norte.

Como medidas preventivas, a ANEPC recorda que, de acordo com a lei é proibido fazer queimada extensiva ou de aglomerado sem autorização das autarquias locais.

Nos dias de risco de incêndio muito elevado e máximo é também proibido utilizar fogo para a confeção de alimentos em todo o espaço rural, salvo se usados fora das zonas críticas e nos locais devidamente autorizados para o efeito, bem como fumigar ou desinfestar em apiários, exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas, e usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.