Falta de psicólogos nas universidades preocupa estudantes de Coimbra

© D.R.

A Associação Académica de Coimbra lamentou hoje que o rácio de psicólogos nas instituições de ensino superior esteja muito abaixo do recomendado, com média de espera de dois meses para uma consulta, e defendeu mais recursos para a saúde mental.

No âmbito da criação pelo Governo de um programa de promoção da saúde mental nos estudantes do ensino superior, a Associação Académica de Coimbra (AAC) apresentou hoje diversas propostas para melhorar a resposta dada atualmente, com enfoque na necessidade de um aumento substancial dos recursos alocados a esta problemática.

Aumentar o número de psicólogos nas instituições de ensino superior, criar suplementos às bolsas que permitam a estudantes com dificuldades financeiras recorrer a tratamento psicofarmacológico, desenvolver ações de sensibilização e prevenção, e promover a realização de estudos sobre a saúde mental dos estudantes do ensino superior são algumas das propostas, disse o presidente da AAC, João Caseiro, durante uma conferência de imprensa que decorreu hoje.

As propostas que serão apresentadas à comissão técnica criada pelo Governo tendo em vista o programa nacional surgem depois de aquela associação estudantil ter criado uma comissão permanente para a saúde mental, que envolve vários organismos da casa e que desenvolveu um relatório para fazer um ponto de situação, explicou João Caseiro.

O relatório contou com entrevistas a várias associações e federações de estudantes do país e à Ordem dos Psicólogos Portugueses, estando as propostas ainda abertas a discussão pública até sábado, sendo depois remetidas ao Governo.

O vice-presidente da AAC, Renato Daniel, vincou que nenhuma das instituições cumpre o rácio recomendado de um psicólogo para cada 500 alunos, sendo o rácio médio de um psicólogo para 3.238 estudantes.

No caso da Universidade de Coimbra, o rácio sobe para um psicólogo para cada cinco mil alunos.

Atualmente, os tempos de espera dos estudantes por uma consulta na sua instituição situam-se numa média de dois meses, quando a AAC defende que deveria ser, no máximo, de duas semanas, notou Renato Daniel.

Para João Caseiro, para além das propostas que são sobretudo reativas, é necessário pensar na forma como o ensino superior está estruturado e que, na sua perspetiva, potencia problemas de saúde mental.

“Grande parte dos problemas [ansiedade, depressão e ‘stress’] advém da ansiedade e da gestão do tempo. Os encargos financeiros, a pressão para frequentar o curso, acabar rapidamente, e ingressar no mercado de trabalho — situação agravada no pós-Bolonha — é uma questão estrutural”, constatou.

Segundo aquele dirigente estudantil, os planos curriculares das licenciaturas estão hoje condensados, aumentando a pressão sobre os estudantes.

“Se agora há uma comissão para elaborar um plano de saúde mental, essa comissão deve olhar para o ensino superior como um todo e perceber porque é que existem estes problemas”, vincou João Caseiro.

Últimas do País

O tribunal aplicou prisão preventiva ao suspeito dos crimes de violação e roubo de uma peregrina do Caminho de Santiago, em agosto, no concelho de Vila do Conde, informou fonte judicial.
Um homem de 29 anos, residente em Lousada, terá conseguido emprego numa transportadora de Penafiel com o objetivo de furtar mercadorias. Durante mais de um ano, o suspeito e um cúmplice terão desviado perfumes, telemóveis, equipamentos informáticos e outros produtos, num esquema que envolvia compradores habituais de artigos roubados.
O ‘burnout’ pode afetar até 75% dos médicos internos e comprometer a qualidade dos cuidados e a segurança dos doentes, segundo uma revisão publicada na Acta Médica Portuguesa, que defende políticas nacionais de prevenção e proteção da saúde mental.
A PSP do Porto deteve sete homens, com idades entre 17 e 45 anos, por suspeita de tráfico de droga, em ações de patrulhamento nas cidades do Porto e da Maia.
Dois jovens de 17 anos foram agredidos e ameaçados durante um assalto na via pública, em Mafra. A GNR deteve um suspeito de 18 anos, que tinha na sua posse um blusão roubado a uma das vítimas e duas facas escondidas numa mochila.
A PSP deteve uma mulher de 42 anos por suspeitas de violência doméstica continuada contra quatro familiares. As autoridades descrevem episódios de agressões diárias, ameaças de morte e exigências de dinheiro para álcool e droga.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o PS e o PCP de contestarem a aplicação de uma lei que os próprios partidos aprovaram em 1974. No Parlamento, defendeu a intervenção policial nas manifestações pela habitação.
Um problema processual atribuído ao Ministério Público comprometeu a situação judicial das alegadas responsáveis por uma rede de casamentos fraudulentos. O caso envolve 158 arguidos e suspeitas de crimes que incluem auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
A Fidelidade reconhece que o Elevador da Glória não podia ser considerado um transporte altamente fiável quando ocorreu a tragédia que provocou 16 mortos.
O Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) apontou para uma adesão de 100% à greve marcada para hoje na Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António, Porto, garantindo que os enfermeiros não vão desistir dos seus direitos.