Sindicato pede a cirurgiões do Amadora-Sintra que evitem destruição do serviço

©facebook.com/hospitalfernandofonseca

O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) apelou hoje aos cirurgiões do Hospital Amadora-Sintra para evitarem a destruição o Serviço de Cirurgia, considerando que “já está no limite”.

O apelo de Jorge Roque da Cunha surge depois de ser divulgado que mais de uma dezena de cirurgiões do hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) informaram que não pretendem fazer mais do que as horas extra previstas por lei e alguns avançado mesmo com pedidos de rescisão, para não trabalharem com os médicos que apresentaram as denúncias de violação das boas práticas médicas (‘leges artis’), todas elas arquivadas, e que regressam ao trabalho em agosto.

Aos médicos denunciantes foi aplicado pelo hospital, no âmbito de processo disciplinar, um período de suspensão de 90 dias e, depois de cumpridos, os cirurgiões regressarão ao serviço, o que está previsto para 14 de agosto.

Roque da Cunha disse que o SIM “tudo está a fazer” para evitar que o Serviço de Cirurgia do hospital, que “já está no limite”, seja destruído com a saída de cirurgiões, tendo-se reunido com o diretor de serviço e com alguns dos restantes médicos.

As denúncias – feitas pelo ex-diretor de serviço e outro cirurgião – foram reveladas pelo Expresso no início do ano e remontam a 2022 e acabaram arquivadas.

Houve um único caso que levantou dúvidas aos peritos da Ordem dos Médicos, numa situação que levou a que o hospital tivesse manifestado a intenção de avançar com processos disciplinares aos médicos envolvidos nessa cirurgia, o que acabou por não acontecer.

Na sequência das denúncias, o Ministério Público instaurou um processo de inquérito e a Entidade Reguladora da Saúde também abriu uma investigação.

Últimas do País

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.
Conceição Cabrita, antiga presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, eleita pelo PSD, começou a ser julgada no Tribunal de Faro por suspeitas de corrupção, abuso de poder, prevaricação e falsificação de documentos. A ex-autarca terá recebido milhares de euros de um empresário local.
Uma antiga tesoureira de uma junta de freguesia socialista da Lousã e uma amiga empresária vão ser julgadas por alegados desvios de fundos públicos. O Ministério Público aponta transferências bancárias indevidas, despesas particulares e faturas relativas a serviços que nunca terão sido realizados.
As reivindicações das forças de segurança já não se limitam aos vencimentos. Profissionais da PSP e da GNR manifestam-se por melhores condições remuneratórias e denunciam também os obstáculos que enfrentam no acesso à habitação.