Proposta de amnistia hoje votada na especialidade deixa cair perdão de multas

©Facebook\JMJ

O parlamento vota hoje, na especialidade, a proposta de amnistia para pessoas entre 16 e 30 anos, a propósito da Jornada Mundial de Juventude (JMJ), que deixa de incluir contraordenações até mil euros, como multas de trânsito.

O PS entregou uma proposta de alteração ao diploma da amnistia que hoje é discutido na comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, na qual o Estado deixa, assim, de perder o valor das multas, como previa o documento original do Governo.

Porém, a nova versão contempla o perdão das sanções acessórias relativas a contraordenações cujo limite máximo de coima aplicável não exceda mil euros, sendo também amnistiadas as infrações disciplinares militares que não sejam crimes fora do âmbito desta proposta de amnistia e em que a sanção não vá além da suspensão ou prisão disciplinar.

No entanto, as alterações propostas pelo PS não abrangem a restrição de aplicação para jovens até 30 anos, apesar das dúvidas levantadas por diversas entidades e especialistas sobre a sua eventual inconstitucionalidade.

O fim dos limites de idade para aplicar a amnistia tinha sido proposta pelo PSD, enquanto a Iniciativa Liberal (IL) tinha defendido a ausência de restrições etárias para as contraordenações punidas com coimas até mil euros.

A proposta do PS acolheu ainda algumas alterações defendidas pelo PSD, ao acrescentar mais crimes à exclusão da amnistia, como o tráfico de órgãos humanos, roubo, crime contra a soberania nacional e a realização do Estado de Direito, motim de presos, corrupção no comércio internacional e no setor privado, contra a verdade desportiva, fraude na obtenção de subsídio ou subvenção e contra crianças, jovens e vítimas especialmente vulneráveis.

A proposta de lei já compreendia exceções ao perdão e amnistia, não beneficiando, nomeadamente, quem tiver praticado crimes de homicídio, infanticídio, violência doméstica, maus-tratos, ofensa à integridade de física grave, mutilação genital feminina, ofensa à integridade física qualificada, casamento forçado, sequestro, contra a liberdade e autodeterminação sexual, extorsão, discriminação e incitamento ao ódio e à violência, tráfico de influência, branqueamento ou corrupção.

Em causa no diploma estão crimes e infrações praticados até 19 de junho por jovens entre 16 e 30 anos, a adotar devido à realização da JMJ, determinando um perdão de um ano para todas as penas até oito anos de prisão. Está ainda previsto um regime de amnistia para as infrações penais cuja pena não seja superior a um ano de prisão ou 120 dias de pena de multa.

Os socialistas propõem a entrada em vigor da lei logo no dia seguinte à sua publicação, mas a produzir efeitos apenas a partir de 01 de setembro, face às férias judiciais nos tribunais.

Sobre esta matéria, o Presidente da República evitou pronunciar-se no final de junho e reservou uma posição para mais tarde. “vou esperar pela posição do Parlamento. Como sabem, tem de ser uma lei da Assembleia da República. É habitual em situações como esta, de visita papal, haver amnistias, que têm variado muito. E, portanto, eu quero ver os contornos finais da lei para depois me pronunciar”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

Últimas de Política Nacional

A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, arguido no processo relacionado com despesas em almoços de dirigentes municipais, afirmou que “odeia o que André Ventura representa”.
A Câmara Municipal de Matosinhos adjudicou, por ajuste direto, um contrato à sociedade de advogados Vieira de Almeida, onde a filha da presidente socialista da autarquia, Luísa Salgueiro, exerce funções como advogada estagiária.
A repressão dos protestos no Irão chegou ao Parlamento português. O CHEGA apresentou uma proposta que recomenda ao Governo a expulsão do embaixador iraniano em Portugal, acusando o regime de Teerão de violar direitos fundamentais e reprimir violentamente manifestações pró-democracia.
O CHEGA vai indicar Rui Gomes da Silva para o Conselho Superior da Magistratura e Fernando Silva para o Conselho Superior do Ministério Público, ambos membros do "Governo sombra" do partido, indicou hoje André Ventura.
O líder do CHEGA revelou hoje que chegou a acordo com o PSD sobre as eleições para os órgãos externos e anunciou que os dois partidos vão apresentar uma lista conjunta de candidatos ao Conselho de Estado.
O CHEGA apresentou no Parlamento um projeto de lei que pretende restringir a realização de celebrações muçulmanas em espaços públicos e impor novas regras no financiamento e construção de novas mesquitas no país.
O líder do CHEGA associa a subida do custo de vida à guerra na Ucrânia e defende descida de impostos para aliviar os portugueses.
O grupo municipal do CHEGA em Oeiras apresentou uma moção de censura ao executivo liderado por Isaltino Morais, na sequência da acusação do Ministério Público relacionada com despesas em refeições pagas com fundos públicos.
O líder do CHEGA, André Ventura, condenou hoje as buscas na Câmara Municipal de Albufeira, liderada pelo seu partido. "O que aconteceu hoje é, a todos os títulos, lamentável", referiu.