Greve dos informáticos do Estado com “muito boa adesão”, dizem sindicatos

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Os sindicatos da administração pública afirmaram hoje que a adesão à greve dos informáticos está a ter “muito boa adesão”, apontando para taxas de 100% em algumas autarquias ou na administração central, como o Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Os dados foram avançados por Sebastião Santana, coordenador da Federação Nacional dos Sindicatos dos trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, em conferência de imprensa, na sede da CGTP-IN, em Lisboa.

“Sobre o dia da greve de hoje, o que temos a afirmar é que está a ter uma muito boa adesão junto dos trabalhadores. Temos dados de diversas câmaras municipais com adesões de 100%, desde Vila Real de Santo António a Chaves, passando por Seixal, Alcanena, Tomar, Barreiro, um grande conjunto na Câmara de Évora”, disse, ao lado de José Correia do STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional), Nuno Almeida, do STML (Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa), Elisabete Gonçalves da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública e Joaquim Rodrigues, do Sindicato da Função Pública.

Sebastião Santana adiantou que não só se está a registar uma “adesão muito forte no âmbito das autarquias locais”, como “na administração central como, por exemplo, o Centro Hospitalar de Lisboa Central com uma adesão de 100%, Universidade do Algarve, Universidade de Lisboa”.

“Estamos ainda a recolher um conjunto de dados que hão de chegar durante o dia, mas aquilo que se consegue perspetivar a esta hora é que estamos perante uma grande greve e uma grande adesão dos trabalhadores a esta luta”, salientou.

De acordo com o representante sindicalista, esta é uma “prova das justas reivindicações que estão em cima da mesa e que o caminho que o Governo aponta para esta revisão de carreira, entre outras questões a questão da neutralidade orçamental – uma palavra muito cara e que depois não se coaduna com a valorização objetiva dos trabalhadores – não está a ter aceitação por parte dos trabalhadores”.

“Hoje é um dia de luta. Vamos ver qual é o impacto que tem junto das propostas do Governo e caso não haja respaldo, com certeza que estes trabalhadores se mantêm disponíveis para continuar a luta que estão a desenvolver”, assegurou.

A próxima reunião entre os sindicatos e o Governo está agendada para o dia 28 de julho.

Para os sindicatos, “com certeza que o Governo tem espaço, meios e orçamento” para aceitar as reivindicações e “se não o fizer é por falta de vontade política”

“Se não o fizer é por falta de vontade política, apenas isso”, consideram.

Em causa está a proposta de revisão de carreira dos informáticos do Estado.

“Estamos a falar de um conjunto de cerca de cinco mil trabalhadores que estão a ser confrontados com uma proposta de revisão da carreira (…) que não satisfaz aquilo que são as aspirações destes trabalhadores”, salientou Sebastião Santana, justificando que a proposta deixa de fora “um conjunto de trabalhadores que são os técnicos adjuntos que ficarão numa categoria a extinguir quando vagar, ou seja, a desaparecer”.

Na semana passada, o Governo apresentou aos sindicatos da uma proposta que prevê um suplemento para coordenadores na carreira de informática, disse a Frente Comum, após reunião com o Governo, à Lusa.

Em 31 de maio, a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires tinha apresentado aos sindicatos a proposta do Governo sobre a revisão das carreiras de informática, em que estava prevista a criação de duas carreiras especiais – especialista de sistemas e tecnologias de informação e de técnico de sistemas e tecnologias de informação.

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