A responsabilidade das distritais

Nas próximas eleições legislativas, cuja probabilidade de serem antecipadas não se pode de todo excluir, o CHEGA elegerá mais deputados e terá um grupo parlamentar substancialmente maior.

Ora sendo os deputados eleitos por círculos eleitorais distritais e tendo André Ventura total liberdade para os indicar e encaminhar para os lugares elegíveis sem limitações de proximidade geográfica destes, gostava porque considero importante, deixar aqui um testemunho feito de experiência própria, ainda que obviamente não me querendo imiscuir no trabalho ou conduta de quaisquer outra estrutura distrital, isso que fique bem claro.

O trabalho da eleição dos deputados pelos distritos não se esgota na campanha para as eleições, antes começa.
Após a eleição, a distrital deve criar estruturas locais de apoio, articulação e colaboração com os deputados de modo a que os problemas e questões desse distrito possam ser explorados politicamente pelo grupo parlamentar, seja em sede de plenário seja em sede de comissões parlamentares.
A criação de um Gabinete de Apoio ao Deputado é peça fundamental neste desígnio e nesta dinâmica, nomeadamente articulando com o deputado, com a distrital e com os núcleos concelhios as visitas dos deputados ao distrito e os temas mais pertinentes a tratar em determinado momento.

Importante é também perceber que os diversos atores políticos do distrito nem sempre estarão de acordo nem terão a mesma visão sobre este ou aquele tema, o que é perfeitamente normal diga-se, o que não se pode admitir em momento algum é que isso dificulte ou muito menos impeça o trabalho conjunto no distrito.

As distritais são uma extensão do partido e têm uma importância significativa e na minha opinião estão longe de serem vazias de conteúdo ou “verbo de encher”, antes pelo contrário, são plenas de potencial.
Da importância de estar nas ruas, seja na entrega do Folha Nacional seja com os stands nas mais diversas feiras e festas populares, do apoio aos autarcas, da organização de ações de formação política, da proximidade e apoio aos coordenadores, da ligação aos deputados do distrito e de uma ligação umbilical ao Presidente e às estruturas nacionais que representa em muito o fio condutor de tudo o resto.

Bem sei que o rápido crescimento do partido fruto de um fenómeno chamado André Ventura não se faz refletir automaticamente no crescimento das distritais, mas não basta perceber e admitir que assim seja, é necessário encurtar distâncias e quanto mais o foco estiver neste desenvolvimento conjunto, lógico e desejado, teremos então condições de crescimento e implantação local maiores, mais rápidas e mais eficientes.

Já temos o melhor político português como Presidente, já temos o melhor grupo parlamentar no hemiciclo, vamos lá então ter as melhores distritais, maximizando o importante e minimizando o acessório.

No final perguntar-se-á, fizemos tudo bem? Não, não fizemos, mas temos a obrigação de dar o nosso melhor para que assim aconteça.

Últimas do País

O Ministério Público vai recorrer da absolvição do ex-banqueiro Ricardo Salgado e restantes arguidos num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil, garantiu hoje a Procuradoria-Geral da República.
O presidente do CHEGA defendeu que a manutenção em funções do ministro da Administração Interna "coloca em causa o regular funcionamento das instituições", deixando apelos quer ao primeiro-ministro, quer ao Presidente da República para atuarem.
O presidente do CHEGA afirmou que "tudo correu mal" neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone para alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve no Porto um homem de 42 anos procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir uma pena de prisão por suspeita de crimes sexuais contra crianças, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, voltou a rejeitar a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que levou a reações de agradecimento por parte de membros ligados a estas fações criminosas nas redes sociais.
A aprovação, no Parlamento, da proposta de lei que proíbe a ocultação integral do rosto em espaços públicos está a gerar reações entre islâmicos residentes em Portugal que afirmam usar burca. Em publicações nas redes sociais, vários dizem que vão abandonar o país caso a legislação entre efetivamente em vigor.
Uma mulher, estrangeira e na casa dos 30 anos, foi violada enquanto circulava de bicicleta junto à ria de Aveiro, em Vagos. O agressor, de 49 anos e com um longo historial de crimes sexuais, foi identificado pela Polícia Judiciária e ficou em prisão preventiva.
O partido liderado por André Ventura quer alterar a lei para impedir que autores de assaltos possam receber indemnizações quando ficam feridos ou morrem na sequência do crime. A proposta surge depois de vários casos mediáticos, entre eles o de um ladrão que foi indemnizado em 30 mil euros após ser atropelado pelo proprietário da casa que tinha acabado de assaltar.
A GNR deteve dois homens e uma mulher, com idades entre os 37 e 39 anos, suspeitos de furto na Igreja Matriz de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, na madrugada de domingo, foi hoje anunciado.