Portugal com 2.º maior excedente público no segundo trimestre

Portugal registou, no segundo trimestre, o segundo maior excedente das contas públicas, com a zona euro (-3,3%) e a União Europeia (-3,2%) a apresentarem défices públicos, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

© D.R.

Na zona euro, o rácio de 3,3% do défice púbico em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) agravou-se face ao mesmo trimestre de 2022 (-2,7%) e manteve-se estável na comparação em cadeia.

Na UE, o défice aumentou quer na comparação homóloga (-2,3% no segundo trimestre de 2022), quer face aos primeiros três meses de 2023 (-3,1%).

Segundo o serviço estatístico europeu, “as medidas destinadas a atenuar o impacto dos elevados preços da energia continuaram a ter um forte impacto nos saldos das finanças públicas no segundo semestre de 2022 e no primeiro e segundo trimestres de 2023, com a maioria dos Estados-membros a continuar a registar um défice público”.

A Hungria (-6,6%), a Roménia (-6,3%) e a Eslováquia (-4,8%) apresentaram os maiores défices, com a Dinamarca (2,8%), Portugal (2,3%) e os Países Baixos (0,2%) a registarem os maiores excedentes públicos em percentagem do PIB.

Últimas de Economia

O Tribunal de Contas detetou falhas na informação sobre centenas de milhões de euros distribuídos pelo Estado a fundo perdido. Dos apoios analisados, 526 milhões ficaram sem informação suficientemente clara sobre a respetiva identificação ou finalidade. Conta Geral do Estado de 2025 recebeu um juízo de não conformidade.
O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste aumentou 11 cêntimos na última semana, após ter descido na semana anterior, fixando-se nos 254,22 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O presidente do CHEGA criticou as alterações do Governo ao regime do arrendamento e alertou para o aumento do custo da habitação. "Queremos direitos para quem se mata a trabalhar e não consegue pagar uma casa", afirmou André Ventura.
O Estado registou um excedente de 249,3 milhões de euros até agosto, uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, revelou a síntese de execução orçamental.
Gustavo Madeira deixa o gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação para assumir a presidência do IMT. Nomeação é feita em regime de substituição e produz efeitos já esta quinta-feira, enquanto os cargos não forem preenchidos através de concurso da CReSAP.
A prestação da casa vai subir em outubro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
Portugal poderá passar de 6,3 mil milhões de euros em juros da dívida este ano para 9,4 mil milhões em 2030. Conselho das Finanças Públicas alerta para condições de financiamento mais adversas e antecipa o regresso dos défices já em 2027.
A taxa de inflação aumentou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, novamente impulsionada pelo preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
O presidente do CHEGA considera que o diploma, "tal como está, não serve" e alerta para o aumento do custo da habitação. Ventura diz que as rendas estão a subir "brutalmente" e considera as medidas prejudiciais tanto para proprietários como para arrendatários.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).