Ministério abre 2.242 vagas para formação médica especializada em 2024

O Ministério da Saúde anunciou hoje a abertura de 2.242 vagas para formação médica especializada em 2024, “o maior mapa de vagas de sempre”, sendo a especialidade de Medicina Geral e Familiar a área com maior número de vagas

Segundo o Ministério da Saúde (MS), vão ser abertas mais 188 vagas do que em 2023, quando foram colocados a concurso 2.054 lugares, permitindo “ir ao encontro das expectativas dos jovens médicos, maximizando-se a capacidade de formação do SNS [Serviço Nacional de Saúde], sobretudo nas especialidades mais carenciadas”.

O MS refere em comunicado que, “correspondendo ao compromisso político de alargar o número de cidadãos com equipa de família, a especialidade de Medicina Geral e Familiar é a que reúne o maior número de vagas, precisamente 617, mais 43 (+8%) em relação a 2023, correspondendo ao “maior número de vagas de sempre nesta especialidade central para o sistema de saúde”.

O mapa conta ainda com o maior número de vagas de sempre em especialidades como Pediatria (110), Anestesiologia (98) e Ginecologia/Obstetrícia (67).

O Governo realça que, este ano, pela primeira vez, o mapa foi desenhado de forma a reforçar a capacidade de formação dos hospitais das zonas de baixa densidade populacional.

“Estes hospitais nem sempre conseguem ter idoneidade formativa para abrir vagas nas especialidades em que têm carências, por não conseguirem assegurar a diferenciação da formação nos vários e anos e fases necessários para adquirir os conhecimentos e técnicas das diferentes especialidades”, refere no comunicado.

Assim, o mapa agora aprovado conta com um total de 10 vagas para internos que serão fixados nos hospitais de zonas de baixa densidade, mas que farão a sua formação em colaboração com outras unidades hospitalares, um “primeiro passo do programa Mais Médicos”, anunciado no início do ano pelo Ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

Em causa está uma vaga de Anestesiologia para a Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Alentejo, uma vaga de Ortopedia e uma de Pediatria para a ULS do Norte Alentejano, uma de Anestesiologia e uma de Ginecologia/Obstetrícia para o Centro Hospitalar da Cova da Beira, uma de Ginecologia/Obstetrícia e uma de Radiologia para a ULS da Guarda, uma de Radiologia e uma de Ortopedia para a ULS de Castelo Branco e uma de Anestesiologia para a ULS do Nordeste.

Segundo o Ministério da Saúde, os internos iniciarão a sua formação especializada a 01 de janeiro de 2024.

Para o concurso que vai agora decorrer estão inscritos 1.833 jovens médicos, que são candidatos pela primeira vez, por estarem a terminar o ano de formação geral, “o que significa que o número de vagas supera largamente o número de médicos que se formaram recentemente no país”.

Há, ainda, outros médicos que se candidatam estando neste momento fora do sistema de saúde ou que querem mudar de especialidade.

“Este aumento do número de vagas, construído em estreita cooperação com a Ordem dos Médicos, consolida o compromisso do Ministério da Saúde de reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e de assegurar a renovação dos profissionais das diferentes áreas”, salienta no comunicado.

A elaboração do mapa de vagas resulta de “um trabalho intenso” da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), com o apoio e cooperação da Ordem dos Médicos e o envolvimento do Conselho Nacional do Internato Médico.

O Ministério da Saúde assegura que “continuará a incentivar esta colaboração, de modo a instituir uma cultura de planeamento e previsibilidade, que permita alinhar a formação de médicos especialistas com a necessidade do país nas diferentes especialidades”.

Últimas do País

Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, acusou hoje o Governo de propaganda, na sequência do anúncio de que 700 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) vão para a pré-aposentação.
Tratores e outros veículos conduzidos por agricultores percorrem hoje de manhã em marcha lenta a Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Serpa, no distrito de Beja, num protesto contra o aumento dos custos de produção no setor.
Menor terá feito vários disparos com projéteis de plástico a partir da varanda de uma residência nas Caldas da Rainha. Réplica foi apreendida pela PSP, que alerta: "Não deve ser tratada como um brinquedo."
PSP registou mais de 54 mil crimes contra pessoas idosas nos últimos três anos, com milhares de casos de furtos, burlas e violência doméstica. Só durante o verão, 294 idosos foram encontrados em situação de risco.
Trinta pessoas morreram em cinco meses da época balnear, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN) num balanço que assinala ainda 1.418 salvamentos e 2.609 ações de primeiros-socorros.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou para laranja os avisos nas nove ilhas dos Açores, desde a madrugada de hoje, devido à chuva forte e trovoada, na sequência da depressão pós-tropical Hanna.