Profissionais da GNR criticam falta de investimento e prometem contestar

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) critica a ausência de investimento, valorização remuneratória e das carreiras daqueles profissionais na proposta de Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) e decidiu vai avançar com “formas de luta” se a situação se mantiver.

© GNR

Num comunicado divulgado após a reunião de hoje da direção nacional da associação, a APG/GNR diz terem sido decididas “formas de luta” que, “caso não exista nenhum recuo por parte do Governo”, irão ser concretizadas “em data a ser divulgada oportunamente”, antes da votação do OE 2024 na especialidade.

Fazendo “uma análise muito crítica do conteúdo do OE2024”, a APG/GNR considera que “ignora em absoluto a premente necessidade de valorização remuneratória dos profissionais da Guarda e consequente valorização das suas carreiras”, assim como “não prevê um investimento adequado às necessidades da instituição”.

Por outro lado, considera “absolutamente lamentável” a indisponibilidade da tutela para receber a APG/GNR e tomar conhecimento das reivindicações dos profissionais da Guarda, de forma que o Governo as pudesse considerar na proposta de orçamento para o próximo ano.

“Em suma, o OE2024 aprovado pela maioria parlamentar irá agravar em muito a qualidade de vida dos profissionais da Guarda, caso não seja alvo de alterações substanciais na especialidade”, sustenta.

Ainda destacado pela APG/GNR é o “tremendo descontentamento” que diz existir entre o efetivo da Guarda quanto ao sistema de avaliação, que considera “injusto”, “arbitrário” e “tudo menos transparente”, permitindo que “profissionais mais modernos ultrapassem outros muito mais antigos”.

No que respeita às promoções, alega que “os profissionais das categorias de guarda e sargentos, na maioria dos casos, transitam para o mesmo nível remuneratório, não auferindo nem mais um cêntimo pela promoção”, sendo antes “penalizados por serem colocados, por imposição, longe dos seus agregados familiares, alguns já quase com 50 anos de idade”.

A proposta do Governo de OE2024 foi aprovada na terça-feira no parlamento, na generalidade, com votos a favor da maioria absoluta de deputados do PS e abstenções dos deputados únicos do PAN e do Livre.

Votaram contra PSD, CHEGA, Iniciativa Liberal, PCP e Bloco de Esquerda, numa votação exatamente igual à do Orçamento do Estado para 2023.

A votação final global está marcada para 29 de novembro.

Após a aprovação na generalidade, a partir de quinta-feira começará a discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2024 na especialidade, arrancando as audições de ministros e outras entidades.

Essa fase vai prolongar-se até 14 de novembro, data que é também o fim do prazo para os partidos entregarem propostas de alteração ao documento do Governo.

A partir de 23 de novembro o Orçamento do Estado será discutido na especialidade em plenário – com votações à tarde na Comissão de Orçamento e Finanças – até à votação final global do documento, em 29 de novembro.

Os deputados preveem que a redação final esteja concluída a 14 de dezembro, seguindo depois o decreto para apreciação do Presidente da República.

Últimas do País

Partido liderado por André Ventura foi impedido de divulgar uma mensagem política junto à Assembleia da República e avança com uma queixa-crime.
Homem de 63 anos entrou nas urgências do Hospital de Portalegre com dores no peito, recebeu pulseira verde e morreu enquanto aguardava para ser observado. Ministério Público abriu um inquérito.
A GNR de Vila Real identificou 47 pessoas na zona do Gerês, em Montalegre, e uma em Sabrosa por permanecerem em espaço florestal que é proibido durante o período de situação de alerta, disse hoje fonte policial.
Os três suspeitos detidos na quarta-feira por alegada ligação a uma rede organizada de roubos violentos contra idosos e pessoas vulneráveis, nos concelhos de Olhão e Faro, vão ficar em prisão preventiva, informou hoje a GNR.
Tribunal foi informado de que o suspeito desrespeitava a ordem de afastamento, mas nada aconteceu. Homem só acabou preso após voltar a atacar.
Empresa com apenas 14 trabalhadores desenvolveu a plataforma digital dos exames nacionais. Ministério da Educação continua sem esclarecer qual foi o seu papel nas falhas que continuam a afetar mais de 160 mil alunos.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) teve cerca de 60 pedidos de intervenção após uma centena de reclamações de clientes na sequência do mau tempo no início do ano, segundo dados enviados à agência Lusa.
Cerca de 50 municípios do interior Norte e Centro e um concelho do distrito de Faro estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Provedoria de Justiça está a analisar a situação da falta de abastecimento de água em Almada, no distrito de Setúbal, na sequência de queixas apresentadas por moradores no concelho.
Os cortes noturnos de água no concelho de Almada, no âmbito das medidas para se restabelecerem reservas, vão realizar-se esta noite nas localidades de Trafaria, Raposeira, Corvina, Fonte Santa, Banática e Porto Brandão, anunciou a autarquia.