CHEGA transmitiu a Marcelo que “o Governo de Costa faz o que quer”

André Ventura esclareceu ainda que "em caso algum" poderia "suportar este OE", mas "está a tornar-se um fator de impossibilidade qualquer diálogo com esta maioria".

Site da Presidência da República

Após audiência com o Presidente da República, no Palácio de Belém, o presidente do CHEGA, André Ventura, revelou que transmitiu a Marcelo que “a situação de maioria absoluta do Partido Socialista [PS] está cada vez mais conflituante, a situação política está cada vez mais polarizada e fica muito difícil debater, ter uma conversa ou conseguir qualquer negociação com o partido“.

Questionado pelo jornalistas se existe margem para o CHEGA alterar o sentido de voto na votação final global, André Ventura respondeu: “não, porque não se trata de questões pontuais de negociação, trata-se de questões estruturais“. “Esta opção por colocar cada vez mais dinheiro em engordar a coisa pública em vez de canalizar recursos para o crescimento, para as empresas, para os pequenos negócios e as famílias é para nós uma questão estrutural”, sustentou.

Em caso algum poderíamos suportar este Orçamento do Estado“, indicou André Ventura, acusando o Governo de “colocar dinheiro onde sente que pode vir a ter mais votos, o setor social e investimento das instituições públicas“.

“É importante, mas, neste momento, dada a crise de crescimento do país e de competitividade, devíamos ter uma política fiscal vocacionada para o crescimento das empresas, o crescimento económico do país e para o crescimento. E não temos nada disso, por isso estamos a ficar cada vez mais para trás”, considerou.

Ventura afirmou ainda que a indicação do Governo era de que o orçamento ia “recuperar rendimentos e baixar impostos mas, na verdade, teve um truque de malabarismo” e criou “uma ilusão nas pessoas de que vai devolver rendimentos, baixando alguns escalões do IRS, mas foi buscar transversalmente, nos vários impostos, a recuperação desse dinheiro”.

André Ventura considerou também que “a situação de maioria absoluta do Partido Socialista [PS] está cada vez mais conflituante, a situação política está cada vez mais polarizada e fica muito difícil debater, ter uma conversa ou conseguir qualquer negociação com o partido“.

Na TAP, na Efacec, no IUC, o Governo de António Costa faz o que quer sem o mínimo de cedência, de negociação, uma verdadeira autocracia de poder“, atirou André Ventura, acusando ainda o partido no poder de “cobrar cada vez mais impostos” e de “não dar satisfações a ninguém”.

André Ventura destacou ainda que foi discutido com o chefe de Estado “algo que parecia bom para o país”. “Se o PS está interessado, empenhado em aumentar o IUC, ao menos que pudesse reduzi-lo na margem que prevê aumentar”, frisou, reiterando novamente que tal prevê que ser “impossível” uma vez que não há abertura para negociação.

“Por isso, provavelmente, as propostas por parte da Direita com o PS serão completamente impossibilitadas”, acrescentou.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.
Os preços dos combustíveis voltam a subir esta segunda-feira e aproximam-se de níveis históricos. Medidas do Governo são insuficientes para travar a subida dos preços.
Uma contratação feita pela Câmara Municipal de Abrantes, atualmente liderada pelo PS, está a gerar polémica e a levantar dúvidas sobre critérios de escolha. Em causa está a contratação de uma banda praticamente desconhecida para atuar como cabeça de cartaz nas festas da cidade, cujo membro pertence à concelhia dos socialistas.
O líder do CHEGA indicou hoje que, se as alterações à legislação laboral fossem votadas agora, o partido seria contra e considerou que a greve geral mostra o “fracasso do Governo” nas negociações.
O Parlamento rejeitou esta sexta-feira as propostas do CHEGA para reforçar proteção e compensação de profissionais expostos diariamente à violência.
O presidente do CHEGA acusou o Governo de deixar por cumprir uma parte substancial dos apoios prometidos após a tempestade Kristin, criticando a ausência de execução das medidas anunciadas, a pressão fiscal sobre os lesados e a falta de resposta do Executivo perante o agravamento dos custos para famílias e empresas.
O líder do CHEGA, André Ventura, classificou como 'marketing' o programa 'Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência' (PTRR), hoje apresentado pelo Governo, e considerou que não define prioridades nem estratégias.
Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto de uma ministra socialista, está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e por integrar 13 grupos de partilha de abuso sexual infantil.