CHEGA e IL questionam orçamento da Saúde após demissão de Costa

O CHEGA e a Iniciativa Liberal questionaram hoje a viabilidade do Programa Orçamental da Saúde para 2024, após o primeiro-ministro ter pedido a demissão na sequência de uma investigação judicial sobre projetos de lítio e hidrogénio.

© Folha Nacional

“O Governo apresenta-se aqui decapitado e apresenta-se decapitado por uma decapitação judicial”, afirmou o deputado CHEGA Pedro Frazão, durante a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024).

António Costa anunciou hoje a sua demissão ao Presidente da República, aceite por Marcelo Rebelo de Sousa, depois de o Ministério Público revelar que é alvo de investigação autónoma do Supremo Tribunal de Justiça sobre projetos de lítio e hidrogénio.

No debate, o deputado do CHEGA considerou que a presença do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, “está revestida de uma total inutilidade superveniente”.

“Estamos aqui a discutir um orçamento que já passou. É um orçamento que já passou, mas vale a pena falar dele. Como diz o poeta: tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, salientou Pedro Frazão.

A deputada da Iniciativa Liberal (IL) Joana Cordeiro assinalou que a audição ocorre num “contexto um pouco si generis”, depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter aceitado a demissão de António Costa.

“Isso, como sabemos pela Constituição, leva à demissão do Governo e isso leva a que as propostas de lei do Governo caduquem. Portanto, formalmente, este Governo pode não estar demitido, porque não está publicado em Diário da República. Temos aqui uma questão burocrática”, observou.

“Vamos prosseguir com esta audição, mas é pena, porque é o contexto que temos e estamos a falar de uma proposta de lei que, obviamente, sabemos que já não vai ser aplicada desta forma”, acrescentou

O Presidente República convocou para quarta-feira os partidos para uma ronda de audiências no Palácio de Belém, em Lisboa, e vai reunir o Conselho de Estado na quinta-feira.

Numa declaração no Palácio de São Bento, António Costa recusou a prática “de qualquer ato ilícito ou censurável” e manifestou total disponibilidade para colaborar com a justiça “em tudo o que entenda necessário”.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA afirmou hoje que "deu aval ao adiamento" das eleições para os juízes em falta no Tribunal Constitucional, depois de conversar com o presidente do PSD e o líder da bancada, Luís Montenegro e Hugo Soares.
O CHEGA pediu hoje a marcação de um debate de urgência para quarta-feira sobre a subida dos preços do cabaz alimentar, combustíveis e habitação na sequência do agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente.
Audição na Comissão de Agricultura foi cancelada devido a compromissos “inadiáveis” com o Presidente da República. Escrutínio parlamentar fica adiado.
Carlos Chaves Monteiro, nome apontado pelo Governo para a Segurança Social, está envolvido em polémica por alegadamente ter acumulado subsídio de desemprego com atividade profissional.
Referências às FP-25 e acusações sobre a Constituinte levam antigos deputados da extrema-esquerda e da esquerda a sair do hemiciclo em protesto. "Essa é a verdade! Não vale a pena sair porque a verdade continuará a ser dita da mesma forma", diz o presidente do CHEGA quando começam a abandonar a sala.
André Ventura defende a abertura de um debate e a revisão da Constituição, no ano em que se assinalam os seus 50 anos, criticando referências à extrema-esquerda e recordando vítimas de violência política.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento onde defende um reforço das medidas de proteção para os cidadãos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, face à instabilidade política e social que continua a marcar o país.
Portugal passa a ter uma nova lei da nacionalidade, com o CHEGA a garantir a introdução da perda de nacionalidade para condenados por crimes graves.
O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.
A nova empresa do ex-ministro do Ambiente do PS Duarte Cordeiro, a consultora Shiftify, concentra figuras com ligações ao Partido Socialista na sua estrutura.