Inflação da zona euro recua para 2,9% em outubro e atinge valor mais baixo em 2 anos

A taxa de inflação anual recuou, em outubro, para os 2,9% na zona euro e os 3,6% na União Europeia (UE), as mais baixas em mais de dois anos, divulga hoje o Eurostat.

© D.R.

Nos países da área do euro, a inflação anual recuou, em outubro, para 2,9%, contra os 4,3% de setembro e os 10,6% do mês homólogo de 2022, atingindo o valor mais baixo desde agosto de 2021 (3,0%).

No conjunto dos 27 Estados-membros, a taxa de inflação de 3,6% compara-se com a de 4,9% do mês anterior e a de 11,5% de outubro de 2022, em linha com a de setembro de 2021 (3,6%).

De acordo com o gabinete estatístico da UE, as menores taxas de inflação anual, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), registaram-se na Bélgica (-1,7%), nos Países Baixos (-1,0%) e na Dinamarca (-0,4%) e as mais altas, por seu lado, na Hungria (9,6%), na República Checa (9,5%) e na Roménia (8,3%).

Últimas de Economia

A Comissão Europeia está a preparar uma proposta para combater o excesso de arrendamentos de curta duração em cidades da União Europeia (UE), por fazerem aumentar os preços da habitação, defendendo que ter uma casa “é um direito humano”.
O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a registar uma quebra em abril, com cerca de 178 mil desembarques, menos 12,3% do que no período homólogo, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Alemanha.
O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.
Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumo, valor mais alto de sempre e mais 24,1% que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou hoje o BdP.
A inflação homóloga da OCDE subiu para 4,0% em março, contra 3,4% em fevereiro, impulsionada por um aumento de 8,6 pontos percentuais da inflação da energia, foi hoje anunciado.