580 pessoas aguardam nos hospitais vaga para respostas sociais e cuidados continuados

Quinhentas e oitenta pessoas com alta hospitalar permanecem internadas e a aguardar vaga nas respostas sociais e nos cuidados continuados, segundo o coordenador do Plano Nacional do Envelhecimento Ativo, que defende uma maior aposta no apoio domiciliário.

© D.R.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Marques lembrou que desde 2020 e até segunda-feira foram colocados em respostas sociais 6.496 utentes que estavam em hospitais, sublinhando que a estratégia de coordenação com as respostas sociais existe e que, só este ano, foram colocadas 1.292 pessoas em lares, numa ação conjunta entre a Segurança Social e a Saúde.

A propósito do alerta lançado na segunda-feira pelo Hospital de Santa Maria, que revelou estar a ter dificuldades de internar doentes por ter cerca de 50 camas ocupadas com utentes que já têm alta mas aguardam transferência para respostas sociais e de cuidados continuados, Nuno Marques sublinhou a necessidade de apostar mais no apoio domiciliário.

“Se conseguirmos otimizar e melhorar a resposta no domicílio, muitas vezes as pessoas poderão conseguir ir para as suas casas com algum apoio da família e destas equipas especializadas”, afirmou o responsável, sublinhando que “o foco tem de ser colocar o máximo de pessoas possível no domicílio”, para reduzir o número de pessoas que estão institucionalizadas.

Isto poderá “abrir vagas [nas instituições] para aquelas [pessoas] que realmente necessitam de estar nas instituições”.

Segundo explicou, as 580 pessoas que aguardam vaga são maioritariamente utentes com alguma dependência, mas não são exatamente casos sociais.

“O número de pessoas com uma situação puramente social [pessoas que não têm domicílio] é muito baixo (…). O que se passa é que as pessoas, muitas vezes, têm uma situação de saúde agudizada (…) e isso aumenta-lhes a dependência”, explicou.

Nuno Marques sublinhou a diferença entre casos sociais e casos que têm alguma dependência, sublinhando: “Quando aqui se fala em casos sociais, não é disso que nós estamos a falar. Nós estamos a falar de pessoas que têm uma necessidade social para dar uma resposta à sua dependência física ou mental”.

Defende que o sistema precisa de evoluir e estar mais focado nas necessidades das pessoas, reconhecendo que a questão do financiamento “terá de acompanhar essa evolução”.

“Isto vai dotar também as instituições de um financiamento mais adequado para os utentes que eles têm e a que estão a dar suporte”, acrescentou.

Em setembro, os dados avançados pelo diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde – referentes a 31 de agosto – indicavam que estavam 1.600 doentes internados inapropriadamente a aguardar resposta social e vagas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Últimas do País

Mais de 10.500 condutores em excesso de velocidade foram multados pela PSP desde o início do ano, o equivalente a uma média de 95 automobilistas por dia, indicou hoje aquela polícia.
Um técnico do Centro de Sangue e da Transplantação de Coimbra foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de subtrair e manipular indevidamente peças utilizadas na produção de componentes sanguíneos, havendo perigo de contaminação, disse fonte policial.
A concentração de pólen na atmosfera vai estar elevada em Portugal, à exceção dos Açores e da Madeira, entre sexta-feira e o final do mês, informou hoje a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica.
O CHEGA requereu a extração do depoimento da ministra da Saúde na comissão de inquérito ao INEM para que seja enviado ao Ministério Público, por suspeitar que Ana Paula Martins prestou “falsas declarações”.
O secretariado nacional da UGT rejeitou hoje por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo, mas “continua sempre disponível” para negociar se o executivo tiver alguma nova proposta.
Três meses após a tempestade Kristin, persistem falhas nas telecomunicações em Mação, Tomar e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, com postes caídos, cabos no chão e serviços instáveis, num processo de recuperação considerado lento pelos autarcas.
Uma espera de quase duas horas por socorro, duas chamadas sem resposta eficaz e um desfecho trágico: o testemunho de uma viúva na CPI ao INEM expôs, com emoção, falhas graves no sistema de emergência.
Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi sentido esta quinta-feira, de madrugada na ilha Terceira, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Internamentos sociais disparam e já ocupam quase 14% das camas hospitalares, com milhares de doentes a permanecer no SNS após alta médica por falta de resposta social.
O incidente ocorreu na sequência de um desentendimento rodoviário, tendo a vítima sido perseguida até à Rua de Costa Cabral, em Campanhã, onde foi atacada na cabeça. Os agressores foram intercetados pela PSP no local e detidos em flagrante, estando o caso agora sob investigação da Polícia Judiciária.