Ordem dos Enfermeiros aplaude criação de grupo de trabalho sobre internato

A Ordem dos Enfermeiros congratulou-se hoje com a criação de um grupo de trabalho para propor um modelo de internato, lembrando que não é justo que um enfermeiro pague do seu bolso a especialização.

© D.R

Em comunicado, a Ordem dos Enfermeiros (OE) lembra que há oito anos que “trava esta batalha” e que nunca deixou de exigir “que os enfermeiros fossem tratados com respeito e igualdade”.

A criação deste grupo de trabalho foi hoje publicada em Diário da República, num diploma que define que o grupo tem 120 dias para propor a criação “de um modelo de internato aplicável ao período formativo em exercício profissional, numa área clínica de especialização em enfermagem”.

Este modelo terá como finalidade “a certificação de competências para a prestação de cuidados de enfermagem especializados numa das áreas de especialidade legalmente reconhecidas, no sentido da atribuição do título de enfermeiro especialista”, refere o diploma.

Na nota hoje divulgada, a OE lembra que “não é justo, nem compreensível”, que os enfermeiros paguem do seu bolso a especialização, ao contrário dos médicos e farmacêuticos, que têm o internato pago pelo Estado.

“A especialização dos enfermeiros é também um investimento no Serviço Nacional de Saúde”, sublinha a OE, lembrando que vários estudos nacionais e internacionais concluem que a intervenção dos enfermeiros especialistas reduz a taxa de mortalidade, conduz à melhoria dos resultados clínicos de doentes crónicos e diminui o número de internamentos e de reinternamentos.

Segundo o relatório “Os Cuidados de Enfermagem Especializados como Resposta à Evolução das Necessidades em Cuidados de Saúde”, realizado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESCTEC), um aumento de 1% na proporção de enfermeiros especialistas pode conduzir a uma diminuição do tempo de internamento em cerca de 6%.

“O primeiro passo está dado. Mas é apenas um passo num caminho que já devia ter sido dado há muitos anos”, considera a Ordem dos Enfermeiros.

Últimas do País

Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.
Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).
A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Um homem de 87 anos morreu depois de permanecer quase 12 horas nas urgências do Hospital de Portimão, onde deu entrada com fortes dores abdominais e vómitos. O utente só terá sido chamado para a primeira observação médica durante a madrugada, acabando por ser encontrado inconsciente pouco depois. As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
Um homem de 76 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) na quarta-feira, em flagrante delito, pela autoria de um incêndio florestal em Guilhafonso, na Guarda. A PJ esclareceu que o homem pretendia limpar os seus terrenos, ateando o fogo em dois locais distintos, sem autorização, e acabou por perder o controlo do incêndio, colocando em risco zonas de povoamento vegetal e habitações.
Quatro rapazes, com apenas 9 e 10 anos, terão sido vítimas de abusos sexuais cometidos por um pedófilo de 36 anos. Foram os pais de uma quinta criança que impediram uma nova agressão e deram o alerta às autoridades. O suspeito acabou detido e está em prisão preventiva.
A Polícia Judiciária fez hoje buscas na Câmara de Matosinhos (PS) no âmbito de um inquérito em curso relativamente a serviços de assessoria de imprensa, confirmou esta autarquia.
Um incêndio que ocorreu hoje de manhã num prédio de três andares no centro de Aveiro deixou seis moradores temporariamente desalojados e causou um ferido ligeiro, disse a comandante dos bombeiros locais.
A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo queixa-se do que considera ser a “degradação do serviço ferroviário” na região e tem uma concentração marcada para sexta-feira, em Évora, para exigir ao Governo melhores condições.
Quatro suspeitos encapuzados terão entrado num prédio no Monte do Estoril e efetuado vários disparos, num alegado ajuste de contas. No local ficaram invólucros de munições e vestígios de sangue. O grupo fugiu em duas viaturas, tendo uma delas sido localizada pela polícia em Alcabideche.