Dívida do setor empresarial do Estado aumenta 39% no 1º semestre

O stock de dívida das empresas públicas aumentou 39,1% no primeiro semestre face ao período homólogo, para 41.729 milhões de euros, de acordo com um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) hoje divulgado.

© D.R.

De acordo com os técnicos que dão apoio aos deputados, o ‘stock’ de dívida registado pelo conjunto das 121 empresas do setor empresarial do Estado (de um total de 142) aumentou 11.866 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, face ao mesmo período do ano anterior.

Os maiores contributos para este aumento tiveram origem nas empresas públicas financeiras (+11.096 milhões de euros) e nas empresas públicas não reclassificas (+10.975 milhões de euros).

“O comportamento destas empresas foi muito mais expressivo do que a evolução ocorrida, no mesmo sentido, entre as EPR [empresas públicas reclassificadas] e as EPNF [empresas públicas não financeiras]”, refere o relatório.

Em causa está um aumento mais moderado no ‘stock’ de dívida detido por estas entidades que ascendeu a 891 milhões de euros e 770 milhões de euros, respetivamente.

Segundo os dados da UTAO, as empresas públicas financeiras (seis empresas de um total de 10) registaram um aumento de 153,4% no seu stock de dívida, correspondente a mais 11.096 milhões de euros.

Por outro lado, a dívida das empresas públicas não financeiras aumentou em 3,4%, ou um acréscimo de 770 milhões de euros.

O universo em análise da UTAO abrange apenas as empresas tituladas ou dominadas pelo Estado.

Últimas de Economia

O acesso ao subsídio social de mobilidade (SSM) nas viagens entre as regiões autónomas e o continente passa a estar dependente da situação contributiva e tributária do beneficiário, mas não é exigida a apresentação de documentação adicional.
A taxa de inflação anual da zona euro desacelerou, em dezembro, para os 2,0%, quer face aos 2,4% homólogos, quer comparando com a de 2,15% registada em novembro, segundo uma estimativa rápida hoje publicada pelo Eurostat.
A OCDE afirmou hoje que o mercado de arrendamento em Portugal “continua subdesenvolvido e fragmentado", com apenas 12% de famílias a declararem viver em casas arrendadas, e com os arrendamentos informais a poderem atingir até 60%.
As renegociações de crédito à habitação desceram em novembro para 414 milhões de euros, na primeira queda em cadeia desde junho, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal (BdP).
As novas tabelas de retenção na fonte do IRS que se vão aplicar aos salários e pensões de 2026 foram publicadas hoje no Portal das Finanças, refletindo a descida do IRS e garantindo isenção de tributação até aos 920 euros.
Os bancos portugueses utilizaram até novembro 52,8% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O novo ano arranca com a prestação da casa a subir para créditos com taxa variável a três e seis meses, a maioria dos contratos de empréstimos à habitação em Portugal, segundo a simulação da Deco Proteste.
A Comissão Europeia prolongou hoje os prazos para que as companhias aéreas SATA e TAP concluam a alienação de ativos, condição para as ajudas à reestruturação concedidas pelo Governo.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais cresceram 6,3% de janeiro a outubro de 2025, tendo os fogos licenciados em novas construções aumentado 22,2% e o consumo de cimento subido 1,8%, segundo a AICCOPN.
O número de novos veículos colocados em circulação atingiu 264.821 no acumulado de 2025, o que representa um aumento de 6,2% face ao mesmo período de 2024, divulgou hoje a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).