Dívida do setor empresarial do Estado aumenta 39% no 1º semestre

O stock de dívida das empresas públicas aumentou 39,1% no primeiro semestre face ao período homólogo, para 41.729 milhões de euros, de acordo com um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) hoje divulgado.

© D.R.

De acordo com os técnicos que dão apoio aos deputados, o ‘stock’ de dívida registado pelo conjunto das 121 empresas do setor empresarial do Estado (de um total de 142) aumentou 11.866 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, face ao mesmo período do ano anterior.

Os maiores contributos para este aumento tiveram origem nas empresas públicas financeiras (+11.096 milhões de euros) e nas empresas públicas não reclassificas (+10.975 milhões de euros).

“O comportamento destas empresas foi muito mais expressivo do que a evolução ocorrida, no mesmo sentido, entre as EPR [empresas públicas reclassificadas] e as EPNF [empresas públicas não financeiras]”, refere o relatório.

Em causa está um aumento mais moderado no ‘stock’ de dívida detido por estas entidades que ascendeu a 891 milhões de euros e 770 milhões de euros, respetivamente.

Segundo os dados da UTAO, as empresas públicas financeiras (seis empresas de um total de 10) registaram um aumento de 153,4% no seu stock de dívida, correspondente a mais 11.096 milhões de euros.

Por outro lado, a dívida das empresas públicas não financeiras aumentou em 3,4%, ou um acréscimo de 770 milhões de euros.

O universo em análise da UTAO abrange apenas as empresas tituladas ou dominadas pelo Estado.

Últimas de Economia

A produção na construção recuou 2,0% na zona euro e 1,8% na União Europeia (UE) em julho, face ao mesmo mês de 2025, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A taxa Euribor desceu hoje a três e a 12 meses e subiu a seis meses para um novo máximo desde outubro de 2024.
Contas provisórias apontam para um agravamento de 10 cêntimos no gasóleo e oito na gasolina já a partir de segunda-feira. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis fecha os valores esta sexta-feira.
O Partido Socialista (PS) defende que é preciso aliviar a carga fiscal sobre os combustíveis, mas vai votar contra o projeto de lei do CHEGA que propõe reduzir temporariamente o IVA nos combustíveis de 23% para 13%. A decisão foi confirmada por José Luís Carneiro.
Com o prazo a apertar, várias entidades públicas aceleraram a contratação financiada pelo PRR. Na Universidade Nova de Lisboa, dez contratos foram assinados no último dia de junho e uma empreitada de quase 749 mil euros ficou a pouco mais de mil euros do valor que obrigaria a fiscalização prévia do Tribunal de Contas.
Abastecer deverá voltar a pesar mais na carteira já no início da próxima semana. As previsões apontam para aumentos expressivos no gasóleo e na gasolina, numa altura em que o Brent continua acima dos 100 dólares.
A taxa de inflação homóloga da zona euro fixou-se nos 3,2% em agosto, face aos 2% registados no mesmo mês de 2025, enquanto na União Europeia (UE) passou de 2,4% para 3,2%, ficando Portugal acima da média.
A Euribor desceu, esta quarta-feira, a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde outubro e julho de 2024, após o Banco Central Europeu ter subido as taxas diretoras na quinta-feira.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes até agosto subiram 2,8% em termos homólogos, para 328.986 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).