Liga dos Bombeiros ameça com protestos caso Ministério da Saúde não resolva problemas

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) apelou hoje ao ministro da Saúde para que inicie “negociações credíveis” e ameaçou com medidas de protesto, como recusa no transporte de doentes com altas hospitalares, caso não sejam resolvidos os problemas.

© DR

A LBP entregou hoje no Ministério da Saúde uma carta de protesto para “expressar formalmente o descontentamento” dos bombeiros voluntários em relação às comparticipações pagas pelo Estado aos serviços prestados no âmbito da saúde, nomeadamente transporte de doentes e missões de socorro pré-hospitalar.

“É com pesar que informamos que, caso não haja uma resposta ou resolução satisfatória, reservamo-nos no direito inalienável de implementar outras medidas para proteger os direitos e interesses dos nossos bombeiros e das populações que abnegadamente servimos, podendo passar pela recusa em proceder ao transporte de doentes com altas hospitalares e outras ações com forte visibilidade pública”, escreve a LBP, na carta de protesto, a que Lusa teve acesso.

Os bombeiros que alegam querer ser parceiros do Ministério da Saúde, mas “nunca da forma como estão a ser tratados”, apelam ao ministro Manuel Pizarro para que inicie “negociações credíveis”.

Na missiva, a LBP alerta para os constrangimentos nas urgências hospitalares, que estão a causar “transtornos diários aos bombeiros e à população socorrida” e a criar uma “situações limite”.

Como exemplo, refere que há sinistrados que chegam a estar dentro de “uma ambulância de um corpo de bombeiros 30 ou mais minutos a aguardar a indicação” do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM sobre qual o hospital para onde devem ser encaminhados de ambulância.

A Liga frisa também que as ambulâncias dos bombeiros estão “dia após dia a percorrerem centenas de quilómetros para transportar um doente ou sinistrado a uma urgência hospitalar”, além de lamentar que as ambulâncias adstritas aos Postos de Emergência Médica (PEM) ou Postos de Reserva (PR) estejam retidas nos hospitais ou fora das suas zonas de intervenção durante várias horas, “criando vazios nas áreas de atuação própria de cada um dos corpos de bombeiros”.

Para minimizar estes constrangimentos, a LBP propõe ao ministro da Saúde “seis medidas extraordinárias” que “teriam resultados imediatos”.

Entre as medidas propostas estão que o INEM dê orientações ao CODU para acelerar o atendimento das equipas de emergência pré-hospitalar e informe com celeridade qual o hospital de referência a utilizar e que a Direção Executiva do SNS promova as diligências necessárias para que as ambulâncias sejam libertadas das urgências hospitalares no mais curto período, sendo que não pode ultrapassar uma hora.

Na carta, a Liga informa que os valores pagos aos bombeiros pelo transporte de doentes não urgentes “são muito inferiores ao valor real de custo” das operações, cabendo às associações humanitárias “arca com uma fatia importante do custo de um serviço que deve ser da responsabilidade exclusiva do Estado”.

A LBP acrescenta que os serviços prestados no âmbito do sistema integrado de emergência médica, apesar das últimas atualizações, têm o mesmo problema, “sendo que neste caso o orçamento atribuído pelo INEM é sempre o grande fator limitativo”.

“Atraso permanente no pagamento dos serviços prestados tem provocado danos sérios na tesouraria das associações humanitárias de bombeiros”, refere a LBP, defendendo uma revisão profunda do sistema de pagamento de serviços prestados.

Últimas do País

Um homem de 29 anos, residente em Lousada, terá conseguido emprego numa transportadora de Penafiel com o objetivo de furtar mercadorias. Durante mais de um ano, o suspeito e um cúmplice terão desviado perfumes, telemóveis, equipamentos informáticos e outros produtos, num esquema que envolvia compradores habituais de artigos roubados.
O ‘burnout’ pode afetar até 75% dos médicos internos e comprometer a qualidade dos cuidados e a segurança dos doentes, segundo uma revisão publicada na Acta Médica Portuguesa, que defende políticas nacionais de prevenção e proteção da saúde mental.
A PSP do Porto deteve sete homens, com idades entre 17 e 45 anos, por suspeita de tráfico de droga, em ações de patrulhamento nas cidades do Porto e da Maia.
Dois jovens de 17 anos foram agredidos e ameaçados durante um assalto na via pública, em Mafra. A GNR deteve um suspeito de 18 anos, que tinha na sua posse um blusão roubado a uma das vítimas e duas facas escondidas numa mochila.
A PSP deteve uma mulher de 42 anos por suspeitas de violência doméstica continuada contra quatro familiares. As autoridades descrevem episódios de agressões diárias, ameaças de morte e exigências de dinheiro para álcool e droga.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o PS e o PCP de contestarem a aplicação de uma lei que os próprios partidos aprovaram em 1974. No Parlamento, defendeu a intervenção policial nas manifestações pela habitação.
Um problema processual atribuído ao Ministério Público comprometeu a situação judicial das alegadas responsáveis por uma rede de casamentos fraudulentos. O caso envolve 158 arguidos e suspeitas de crimes que incluem auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
A Fidelidade reconhece que o Elevador da Glória não podia ser considerado um transporte altamente fiável quando ocorreu a tragédia que provocou 16 mortos.
O Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) apontou para uma adesão de 100% à greve marcada para hoje na Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António, Porto, garantindo que os enfermeiros não vão desistir dos seus direitos.
Uma investigação do Ministério Público aponta para um alegado desvio de cerca de dez milhões de euros em subsídios europeus. O dinheiro terá sido utilizado na compra de automóveis de luxo na Alemanha, posteriormente revendidos em Portugal. Entre os veículos apreendidos encontram-se Ferrari, Porsche e Mercedes.