Manual sobre como identificar e denunciar abusos sexuais contra crianças distribuído nas escolas

Todas as pessoas que trabalham com crianças devem saber identificar sinais de abuso sexual e como denunciar, defende o presidente da associação Quebrar o Silêncio, que vai lançar um manual para profissionais que será distribuído por todas as escolas.

© D.R.

O manual, que se chama “Princípios básicos para a prevenção da violência sexual contra crianças: conhecer, identificar e agir”, é apresentado publicamente, esta quinta-feira, no âmbito das “II Jornadas sobre Violência Sexual”, em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Ângelo Fernandes explicou que se trata de “um esforço da associação Quebrar o Silêncio para contribuir para a prevenção da violência sexual contra as crianças”.

“Ao longo das duas sessões de formação que fomos fazendo com profissionais, percebemos que ainda existe muita desinformação sobre estes temas e sobre o que é a violência sexual contra crianças, qual é o impacto, as consequências, porque é que as crianças não partilham as suas experiências”, apontou o responsável.

Por esse motivo, disse Ângelo Fernandes, a associação entendeu que “seria prematuro e até perigoso trabalhar a prevenção nas escolas, quando os profissionais não têm os princípios básicos”.

De acordo com o responsável, o guia destina-se a “qualquer profissional que, no exercício da sua profissão, lide com crianças e jovens”, sejam docentes, assistentes operacionais ou “qualquer pessoa que trabalhe nas escolas” ou tenha contacto com esta população, defendendo que “é fundamental que tenha este conhecimento”.

Ângelo Fernandes disse que, uma vez que estão em causa crimes de natureza pública, há uma dimensão de responsabilidade profissional para quem trabalha com crianças, que torna “a denúncia obrigatória um dever”.

Últimas do País

O presidente da Apropesca – Organização de Produtores da Pesca Artesanal apontou um “registro de impacto” do mau tempo no setor da pesca, com os pequenos barcos parados desde dezembro, e pediu ajudas diretas ao Governo.
Os suinicultores alertam para a “maior crise de sempre” no setor devido ao impacto causado pelo mau tempo, com metade das explorações nacionais afetadas e prejuízos estimados de “muitos milhões”, pedindo urgência nas ajudas para evitar um problema social.
O incidente voltou a suceder no mesmo local da semana passada, que continuou vedado, sem causar feridos.
No próximo ano letivo, 2026/2027, o ensino superior público contará com um total de 78.283 vagas, mais 1.465 do que no corrente, informou hoje o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).
O distrito de Santarém está já com alerta reduzido no que respeita às cheias no Tejo, embora se mantenham zonas alagadas, estradas cortadas e "muitos milhões em prejuízos", disse hoje o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil.
Os proprietários de terrenos confinantes com a rede viária florestal em Vila de Rei têm até dia 01 de março, para remover o material lenhoso, de forma a garantir que a rede viária florestal fique desimpedida.
A Câmara de Portalegre informou hoje que já foi desativado o Plano Municipal de Emergência e de Proteção Civil, após um período de oito dias em vigência, na sequência do mau tempo.
A chuva vai manter-se em Portugal continental até quinta-feira, principalmente nas regiões do norte e centro, mas nada de muito gravoso, segundo a meteorologista Cristina Simões, adiantando que o próximo fim de semana já será de sol.
O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, garantiu hoje que a equipa municipal do ambiente está a “intensificar os trabalhos de limpeza” para que a normalidade volte ao centro histórico nos próximos dias.
O caudal do Sado em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, estabilizou-se no leito do rio, após vários dias de cheias, mas as autoridades continuam atentas às descargas das barragens, revelou hoje a Proteção Civil.