Manual sobre como identificar e denunciar abusos sexuais contra crianças distribuído nas escolas

Todas as pessoas que trabalham com crianças devem saber identificar sinais de abuso sexual e como denunciar, defende o presidente da associação Quebrar o Silêncio, que vai lançar um manual para profissionais que será distribuído por todas as escolas.

© D.R.

O manual, que se chama “Princípios básicos para a prevenção da violência sexual contra crianças: conhecer, identificar e agir”, é apresentado publicamente, esta quinta-feira, no âmbito das “II Jornadas sobre Violência Sexual”, em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Ângelo Fernandes explicou que se trata de “um esforço da associação Quebrar o Silêncio para contribuir para a prevenção da violência sexual contra as crianças”.

“Ao longo das duas sessões de formação que fomos fazendo com profissionais, percebemos que ainda existe muita desinformação sobre estes temas e sobre o que é a violência sexual contra crianças, qual é o impacto, as consequências, porque é que as crianças não partilham as suas experiências”, apontou o responsável.

Por esse motivo, disse Ângelo Fernandes, a associação entendeu que “seria prematuro e até perigoso trabalhar a prevenção nas escolas, quando os profissionais não têm os princípios básicos”.

De acordo com o responsável, o guia destina-se a “qualquer profissional que, no exercício da sua profissão, lide com crianças e jovens”, sejam docentes, assistentes operacionais ou “qualquer pessoa que trabalhe nas escolas” ou tenha contacto com esta população, defendendo que “é fundamental que tenha este conhecimento”.

Ângelo Fernandes disse que, uma vez que estão em causa crimes de natureza pública, há uma dimensão de responsabilidade profissional para quem trabalha com crianças, que torna “a denúncia obrigatória um dever”.

Últimas do País

Três trabalhadores morreram hoje num acidente laboral num reservatório de água de uma habitação na Quinta do Lago, no concelho de Loulé, distrito de Faro, disseram à Lusa fontes da GNR e da Proteção Civil.
Cerca de 150 dirigentes associativos do setor agroflorestal concentraram-se esta segunda-feira junto à Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo 140 milhões de euros em apoios que permitam enfrentar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade face a Espanha. A resposta do ministro da Agricultura aponta para 2027, ano em que estarão disponíveis mais de 162 milhões de euros para apoiar o setor.
“Alguma coisa não está certa com Luís Neves”, afirmou o presidente do CHEGA, numa altura em que a imprensa aponta divergências relacionadas com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal como possível motivo para a saída de Ricardo Carrilho.
“É uma injustiça fiscal!” André Ventura acusa o Governo de sufocar os agricultores portugueses com impostos e combustíveis caros, enquanto Espanha disponibiliza apoios 40 vezes superiores.
A GNR registou 193 crimes de burla por falso funcionário, com recurso à usurpação de identidade de forças de segurança e órgãos de polícia criminal, entre janeiro de 2024 e 31 de maio de 2026.
Hugo Dias, um homem de 47 anos em situação de sem-abrigo, morreu após ser agredido a murro e pontapé em Almada. O Tribunal da Relação condenou os dois envolvidos a penas de prisão suspensas, apesar do desfecho fatal.
Emails associados ao processo das gémeas luso-brasileiras revelam a intervenção do presidente do Infarmed, que terá encaminhado um pedido para responsáveis do Hospital de Santa Maria.
Um homem de 35 anos, procurado pela Justiça marroquina por suspeitas de integrar uma rede criminosa dedicada à imigração ilegal, foi extraditado de Portugal para Marrocos. O suspeito, detido em Cascais pela Polícia Judiciária, terá participado num esquema que cobrava elevadas quantias para facilitar a entrada irregular de pessoas em Espanha.
Milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais estão em risco de ficar sem apoio especializado, pois os Centros de Recursos para a Inclusão (CRI) continuam sem saber qual será o financiamento para o ano letivo.
O Entroncamento, município presidido por Nelson Cunha, eleito pelo CHEGA, registou a maior redução da criminalidade entre sete concelhos analisados pela PSP. Enquanto cinco municípios viram os números aumentar, a cidade governada pelo autarca do CHEGA contabilizou menos 77 ocorrências no primeiro semestre de 2026.