Costa acredita em pura coincidência de prazos com a divulgação do seu inquérito

O primeiro-ministro afirmou hoje que só pode entender como pura coincidência o Ministério Público ter instaurado um inquérito sobre o caso das gémeas tratadas no Hospital de Santa Maria no dia em que divulgou o seu inquérito.

© Folha Nacional

António Costa respondeu desta forma pergunta que lhe foi colocada em entrevista à TVI sobre o caso das gémeas luso-brasileiras que receberam tratamento, em relação ao qual o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou ter recebido um email do seu filho, Nuno, ao qual deu seguimento através de um ofício para o Governo.

Questionado se soube que o seu antigo secretário de Estado da Saúde Lacerda Sales se encontrou com o filho do Presidente da República, o líder do executivo respondeu que não e disse que só conheceu este caso pelas reportagens TVI, que começaram a ser transmitidas em 03 de novembro.

“Fui ver agora o que é que se tinha passado. De facto, chegou um ofício da Presidência da República e foi reencaminhado para o Ministério da Saúde um conjunto de seis ofícios, um relativo àquele caso e cinco relativos a outros casos”, adiantou.

Depois, o primeiro-ministro foi interrogado se o facto de o inquérito no Ministério Público ter sido aberto no mesmo dia em que foi conhecido o inquérito em que é visado, extraído a partir da Operação Influencer, é para si uma coincidência.

“Bom, eu só posso entender como uma coincidência. Tem ideia que não seja?”, reagiu o líder do executivo, dirigindo-se ao jornalista Nuno Santos.

Nuno Santos ripostou que apenas faz perguntas e o primeiro-ministro observou: “Ouça, eu não sou dado a teorias da conspiração e não me passa pela cabeça que não seja uma pura coincidência”.

“Quer dizer, vamos lá a ver, este caso começou a ser tratado na TVI. Creio que quatro dias antes do comunicado que me forçou à minha demissão. Se o processo foi aberto nesse dia, eu só posso entender como uma coincidência. Se não fosse coincidência, estávamos num cenário que é melhor não pensarmos nele”, acentuou.

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