Patriarca de Lisboa critica cultura de bipolarização, provocação e confronto

O patriarca de Lisboa alertou hoje que se vive “a atrocidade da bipolarização, que impõe a obrigatoriedade da provocação, do confronto inconciliável, que apenas gera divisão e é incapaz de fomentar uma cultura de cooperação e inclusão".

© Facebook do Patriarcado de Lisboa

Rui Valério falava na homília do dia de Natal na Sé Patriarcal de Lisboa, que esteve repleta de pessoas, entre fiéis e turistas que aproveitaram a ocasião para assistir aos cânticos e à missa de Natal e conhecer o interior desta igreja secular.

“O Natal, celebração por excelência do acolhimento, é um convite à disponibilidade, para fazer dessa abertura um traço da nossa identidade”, disse Rui Valério na primeira missa a que presidiu como patriarca de Lisboa.

Para o prelado, existe a necessidade de gerar espaços “para receber e acolher” os que mais necessitam como os que estão “em busca de trabalho, de pão e de melhores condições de vida”.

“Vivemos hoje, culturalmente, a atrocidade da bipolarização, que impõe a obrigatoriedade da provocação, do confronto inconciliável, que apenas gera divisão e é incapaz de fomentar uma cultura de cooperação e inclusão, de que tanto necessita o nosso País, particularmente num momento tão decisivo como o que estamos a viver”, reiterou Rui Valério.

Assim, disse ainda: “Para além de iluminar a relação com os estrangeiros, também envolve os que nos estão mais próximos e partilham connosco da labuta quotidiana pela construção de dias mais verdadeiros e solidários”.

Nas palavras do patriarca, a perda de referências ao Pai Santo, significa “privar o ser humano da sua principal identidade pessoal, que é ser seu filho, e filho muito amado” e “a proposta que emerge do Natal, mostra o quanto e o que o próprio ser humano perde quando separado de Deus, o sentido da plenitude da vida”.

Na missa de Natal, que durou cerca de hora e meia, falou sobretudo do acolhimento, mas também da “imagem renovada do ser humano, que irrompe do Nascimento de Jesus”.

Últimas do País

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta segunda-feira, em Lisboa, um homem de 37 anos suspeito da prática de crimes de abuso sexual de crianças, alegadamente cometidos contra dois menores, de sete e 11 anos, em dezembro de 2025.
O Sistema de Entradas e de Saídas (EES) sofreu alterações técnicas e 24 militares da GNR reforçaram o controlo de passageiros. Teste servirá para fazer avaliação, voltando depois o EES a ser suspenso.
Dois idosos foram hoje transportados ao hospital depois de, juntamente com mais quatro pessoas, terem sido retiradas de um prédio, na rua da Picaria, no Porto, onde deflagrou um incêndio disse à Lusa fonte municipal.
Dois médicos foram condenados a pagar uma multa de seis mil euros, cada um, pela morte de um recém-nascido cerca de cinco horas após o parto no Centro Materno Infantil do Norte, segundo uma sentença consultada hoje pela Lusa.
Os cinemas portugueses registaram no ano passado 10,9 milhões de espectadores, uma quebra de 8,2% face a 2024, revelou hoje o Instituto do Cinema e Audiovisual, que é o pior número desde 1996, sem contar com a pandemia.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu nos últimos seis anos 19.005 armas, destacando-se as pistolas (8.086), em operações especiais de prevenção criminal, informou hoje aquela força de segurança.
O Estado português pagou nos últimos nove anos cerca de 1,5 milhões de euros em indemnizações a reclusos detidos em celas consideradas desumanas e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) ainda tem mais de 850 queixas pendentes.
Enquanto o socorro médico não chegava, dois militares da GNR assumiram o controlo da situação e impediram uma tragédia. A rápida intervenção foi decisiva para salvar a vida de um homem em paragem cardiorrespiratória.
Onze distritos de Portugal continental vão estar na terça-feira sob aviso amarelo à previsão de chuva por vezes forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Um incêndio que terá tido origem numa lareira consumiu hoje, totalmente, uma habitação em Vilarinho de Arcos, concelho de Montalegre, deixando desalojado um homem de 98 anos, revelou à Lusa fonte da GNR local.