Bastonário dos Médicos não se conforma com “normalização” da incapacidade do SNS

O bastonário da Ordem dos Médicos disse hoje que não se conforma com a normalização da incapacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em responder todos os anos à pressão nas urgências hospitalares nos períodos de gripe.

© Facebook da Ordem dos Médicos

“Não me conformo que todos os anos os responsáveis políticos, como o próprio ministro da Saúde ou o diretor executivo do SNS, encarem esta situação como normal”, lamentou Carlos Cortes, que falava aos jornalistas em Coimbra, no final da receção do internato médico.

Considerando inaceitável o que se passa na maioria dos hospitais nacionais, com muitas horas de espera e doentes em macas dos bombeiros, o dirigente afirmou que tem de existir preparação para evitar situações que “acontecem recorrentemente”.

“Todos os anos temos o inverno, todos os anos há infeções respiratórias e todos os anos há uma pressão sobre os serviços de saúde e o que acontece todos os anos, infelizmente, é que não há um plano concreto capaz de inverter esta fatalidade que se colocou sobre o SNS”, criticou.

Perante isto, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) não compreende “como responsáveis políticos chegam a esta altura e encaram a situação como surpreendente e normal”.

Carlos Cortes insiste que não “acha normal” que “exista pressão sobre as urgências, que os médicos e outros profissionais de saúde estejam em exaustão e que o SNS não dê resposta”.

Defende uma resposta “adequada, que tem de ser preparada já para o próximo ano, sem estar à espera de que as coisas aconteçam e o sistema deixe de responder para começar a introduzir soluções como o alargamento do horário dos centros de saúde”.

“Esta fórmula é insuficiente, que já foi utilizada noutros anos e mostrou a sua insuficiência, e o que está a acontecer atualmente [nas unidades hospitalares] era expectável”, sustentou.

O bastonário da OM salientou que é preciso encontrar soluções imediatas e de curto e médio, que passam pela “reforma dos cuidados de saúde primários, atrair mais médicos para o SNS e utilizar capacidade do setor privado e social, que já utilizada para as cirurgias programadas”.

Para Carlos Cortes, a pressão nas urgências hospitalares não é uma questão de “fatalidade” e resulta da “irresponsabilidade e, às vezes, incompetência em termos de incapacidade de planeamento destas situações”.

Últimas do País

O Ministério Público acusou quatro homens, entre os 30 e os 46 anos, por tráfico de droga, detenção ilegal de arma proibida, recetação e falsificação ou contrafação de documento, no concelho de Portalegre, foi hoje anunciado.
Dois militares do Exército português morreram hoje atropelados na autoestrada 1 (A1), junto à área de serviço da Mealhada, no município de Cantanhede, quando auxiliavam o condutor de um veículo pesado de mercadorias ali imobilizado, afirmou a instituição.
Ministro utiliza pessoalmente um Golf GTD que já conduzia quando liderava a Polícia Judiciária (PJ). Apesar da avaliação de ameaça, prescinde de motorista e segurança e garante que assim poupa dinheiro ao Estado.
A praia da Nazaré voltou hoje a ser interditada a banhos, como medida preventiva, na sequência de elevados valores macrobiológicos detetados nas análises à qualidade da água, informou a Câmara Municipal.
A PSP deteve, em Faro, um homem procurado pelas autoridades brasileiras por violação de uma menor e que já tinha sido condenado a uma pena de prisão superior a nove anos, anunciou a corporação.
Os tempos de espera nas urgências nos hospitais voltaram a subir na Grande Lisboa, com doentes urgentes a chegarem a esperar, em média, cerca de nove horas.
Suspeitos terão vigiado o estabelecimento antes de avançarem para o assalto. A vítima foi manietada e ficou ferida. Um cidadão travou o roubo e os dois homens acabaram em prisão preventiva.
Homem de 49 anos tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por crimes da mesma natureza. Segundo a PJ, terá sequestrado uma vítima em Torres Novas, sendo ainda suspeito de violação. A vítima conseguiu libertar-se e pedir ajuda. Pouco depois, o suspeito terá atacado e roubado outra pessoa.
Mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) melhorou, mas ainda ficou acima dos 38%.
Um homem, de 48 anos, foi detido por "fortes indícios" de um número "ainda indeterminado" de crimes de pornografia de menores agravados, ocorridos no Montijo, anunciou hoje a PJ, adiantando que o suspeito ficou obrigado a apresentações semanais pelo tribunal.