Infarmed não sofreu pressão “seja de quem for” para autorizar medicamento para gémeas

O presidente do Infarmed garantiu hoje que não sofreu pressão “seja de quem for” para autorizar o uso do Zolgensma, o medicamento mais caro do mundo que foi usado para tratar as gémeas luso-brasileiras no Santa Maria.

© Facebook de IFARMED

“Não tive nenhuma pressão sobre essa autorização seja de quem for (…). O Infarmed só tem conhecimento dos processos quando nos são referenciados pelas instituições de saúde. E foi o caso que aconteceu aqui”, disse Rui Santos Ivo que esta manhã está a ser ouvido na comissão de saúde na Assembleia da República.

Rui Santos Ivo disse que “o pedido começou a ser analisado a partir do momento em que o Hospital Santa Maria o referenciou”.

“Não tivemos qualquer solicitação de outra natureza que não aquela que foi feita pela instituição de saúde”, reiterou, depois de ter iniciado a sua intervenção a frisar que o Infarmed “autoriza a utilização de medicamentos, mas não determina a utilização de medicamentos”.

Já em resposta a perguntas de Pedro Frazão, deputado do CHEGA, partido que solicitou esta audição, Rui Santos Ivo apontou que os prazos para autorização foram “os normais”.

“É normal os prazos serem estes. A média de autorização é de cinco dias. Há casos de zero a dois dias”, referiu, salvaguardando sempre que em causa estão medicamentos para áreas muito sensíveis por estar em causa uma patologia rara.

Ainda sobre prazos, Rui Santos Ivo esclareceu que o Infarmed trabalha, se necessário, “sete dias por semana, 365 dias por ano” porque em causa está “uma área muito sensível”.

O caso das duas gémeas residentes no Brasil que adquiriram nacionalidade portuguesa e receberam em Portugal, em 2020, o medicamento Zolgensma, com um custo total de quatro milhões de euros, foi divulgado pela TVI, em novembro, e está a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

Uma auditoria interna do Hospital Santa Maria concluiu que a marcação de uma primeira consulta hospitalar pela Secretaria de Estado da Saúde foi a única exceção ao cumprimento das regras neste caso.

Últimas do País

O suspeito detido pelo roubo e rapto de um outro homem desaparecido há mais de uma semana, no Algarve, ficou em prisão preventiva, após ter sido hoje presente em tribunal, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
O Livro de Reclamações recebeu um total de 485.203 em 2025 reclamações, uma subida de 9,1% face a 2024, sendo que 261.037 foram apresentadas no livro físico divulgou hoje a Direção-Geral do Consumidor.
O homem, de 57 anos, detido pela alegada prática de crimes de pornografia de menores e de abuso sexual de crianças agravado no concelho de Fafe, no distrito de Braga, ficou em prisão preventiva, indicou hoje fonte judicial.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo reforçou a prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento da obesidade com uma equipa multidisciplinar, visando melhorar a articulação de cuidados e a resposta integrada, revelou hoje a ULS.
O setor agrícola declarou prejuízos de cerca de 500 milhões de euros devido ao mau tempo, que ainda carecem de verificação, segundo o último levantamento a que a CAP teve acesso, e os apoios ainda não chegaram ao terreno.
As unidades de imagiologia associadas da ANAUDI realizaram em 2025 menos 894 mil exames de diagnóstico no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) do que no ano anterior, indicou hoje a associação.
A Marcha pela Vida, realizada este sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário para o meio dos participantes.
O Serviço de Proteção Civil da Madeira atualizou no domingo para 116 o número de ocorrências registadas no arquipélago desde quinta-feira devido ao mau tempo, mais dez do que tinha sinalizado até ao fim do dia de sábado.
A greve nacional de hoje dos enfermeiros teve uma adesão de 71,5%, estando asseguradas pelos profissionais apenas situações urgentes, segundo os dados avançados às 12:30 pelo Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP).
A PSP preparou um plano de contingência para os aeroportos de Lisboa e Faro para lidar com o aumento de passageiros durante a Páscoa, reforçando estas estruturas com mais polícias e postos de atendimento, revelou hoje aquela polícia.