MP abre inquérito à alteração dos contactos de esquadras da PSP para PJ

O Ministério Público (MP) abriu um inquérito à alteração, na Internet, dos contactos de várias esquadras da PSP para o número de telefone geral da PJ, após queixa apresentada pela Polícia Judiciária, disseram hoje à Lusa fontes judiciais.

©facebook.com/pjudiciaria

 

Entre segunda e terça-feira, os números de telefone de diversas esquadras da Polícia de Segurança Pública do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) foram alterados na Internet, passando a indicar o contacto geral da Polícia Judiciária, o que fez com que muitas das chamadas fossem atendidas na PJ.

Esta ação surge numa altura em que os polícias estão em protesto por melhores condições salariais e de trabalho, ações que tiveram início num movimento inorgânico que surgiu dentro da PSP contra o subsídio de risco atribuído pelo Governo apenas à Polícia Judiciária.

A Procuradoria-Geral da República confirmou à Lusa a instauração de um inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Este inquérito foi aberto após a PJ ter apresentado uma queixa ao Ministério Público, indicou à Lusa fonte policial.

Contactada pela Lusa, a Direção Nacional da PSP não quis comentar a queixa, nem a alteração dos contactos.

O Diário de Notícias noticiou hoje que a PJ abriu um inquérito criminal para apurar a origem da troca dos números de telefone, estando o processo a cargo da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica e pode estar em causa o crime de falsificação informática.

Pelo terceiro dia consecutivo, os polícias da PSP voltam hoje à tarde a concentrar-se em várias cidades do país em protesto, numa iniciativa que começou com um agente da PSP em frente à Assembleia da Republica, em Lisboa, e está a mobilizar cada vez mais elementos da PSP, bem como da GNR e da guarda prisional.

O protesto foi também concretizado com a paragem de vários carros de patrulha da PSP, principalmente no Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis), alegando os polícias que estavam inoperacionais e com várias avarias.

A contestação dos elementos da PSP, juntamente com os militares da GNR, teve início após o Governo ter aprovado em 29 de novembro o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da PJ, que, em alguns casos, pode representar um aumento de quase 700 euros por mês.

Os elementos da PSP e da GNR consideram tratar-se de um “tratamento desigual e discriminatório”.

Estes protestos surgiram de forma espontânea e não foram organizados por qualquer sindicato, apesar de existir uma plataforma, composta por sete sindicatos da Polícia de Segurança Pública e quatro associações da Guarda Nacional Republicana, criada para exigir a revisão dos suplementos remuneratórios nas forças de segurança.

Na sexta-feira, esta plataforma decidiu cortar totalmente as relações com o Ministério da Administração Interna pela falta de interesse, apatia e resistência à consagração de direitos dos profissionais da PSP e GNR.

Os protestos dos polícias estão a ser organizados através das redes sociais, como Facebook e Telegram, e desconhece-se quando vão terminar.

Últimas do País

Um homem, de 31 anos, suspeito de tráfico de droga no concelho de Castelo Branco, ficou em prisão preventiva a aguardar o desenrolar do processo, anunciou hoje a GNR.
Uma mulher de 33 anos e um homem de 57 foram detidos pela GNR, em situações distintas, em Aljustrel e Serpa, no distrito de Beja, por suspeitas de violência doméstica contra as respetivas mães, foi hoje anunciado.
A partir do final de julho, os cidadãos imigrantes deixam de ter de se deslocar aos balcões da AIMA para obter o Número de Identificação da Segurança Social (NISS). A atribuição passa a ser automática, eliminando um dos principais procedimentos presenciais do processo.
Um sinal de seis mil euros bastou para abrir as portas de uma moradia de 530 mil euros. Sensibilizado por uma alegada situação familiar dramática, o proprietário entregou as chaves antes da escritura. Um ano depois, continua sem receber o restante dinheiro e luta em tribunal para recuperar a casa.
Ministro da Administração Interna garantiu que a obra incluía apenas um “tanque”, mas as imagens divulgadas pela CNN Portugal mostram uma piscina na propriedade de Luís Neves. A Câmara de Odemira garante não ter recebido qualquer pedido de licenciamento para a intervenção.
Líder do CHEGA acusa o ministro da Administração Interna de ameaçar o maior partido da oposição, jornalistas e a democracia. André Ventura critica ainda o silêncio da RTP e exige esclarecimentos antes do Debate sobre o Estado da Nação.
A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) avançou hoje não existirem, até ao momento, conclusões oficiais da investigação ao acidente ocorrido no terminal rodoviário de Agualva-Cacém, há uma semana, que provocou dois mortos e 20 feridos.
Mais de 120 mil veículos estarão a circular em Portugal sem o seguro de responsabilidade civil obrigatório. O regulador do setor alerta para "um risco significativo", não sendo casos residuais.
O condutor suspeito de atropelar mortalmente o militar da GNR Jorge Monteiro, na noite de sexta-feira, no IC2, em Alcobaça, ficou em liberdade após ser presente a primeiro interrogatório judicial.
Uma mulher de 53 anos foi detida por suspeita de atear um foco de incêndio em área florestal no concelho de Viseu, informou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).